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Balanço de fim de semana:
- um jantar, com serão, no sábado à noite, com amigos de aquém e de além-mar;
- duas exposições magníficas, no CAM: Rui Chafes, O Peso do Paraíso, e João Tabarra, Narrativa Interior;
- uma peça de teatro magnífica: Regresso a Casa, de Harold Pinter, encenada por Jorge Silva Melo, com João Perry e outros, no TNDM.

Hei-de regressar às exposições e à peça de Pinter, mas para já quero falar da noite de sábado. Mais uma vez comprovei que quando estabelecemos pela net relações de amizade honestas e dedicadas, depois o conhecimento pessoal parece ser só uma extensão do que já havia, uma espécie de consagração física, táctil, dos afectos e das emoções.

Foi muito bom conhecer pessoalmente o Eduardo, autor de um dos blogs que sigo fielmente, e com quem se estabelece naturalmente um diálogo interessante e afectivo. O Eduardo, em texto, é brilhante: um homem inteligente, humorado, carinhoso, sensível, perspicaz. Em pessoa é tudo isto, mas em mais e melhor. E é um lindo rapaz, daqueles que faz bem à vista, e cuja companhia eleva e ilumina.

Para mais o Edu trouxe ainda de brinde, para nós, os seus amigos portugueses, a mãe, a D. Augusta, boníssima, como são as mães, as brasileiras em particular, e leitora voraz; e o Reginaldo, o namorado do Edu, que se aguentou bem à bronca com a horda tuga. O Reginaldo pareceu-me especialista em música brasileira, e fiquei a torcer por outras oportunidades de actualização e aprendizagem.

O comité de recepção incluíu os Joões, o Roque e o Máximo, o Luís e a Margarida (além de moi-même, claro). Ou seja, os melhores amigos que qualquer paulista sofistiqué ou rústico coimbrinha pode ter ou desejar. Ocupámos uma cervejaria no parque das nações (comi um bife, ando com uma sede, ou melhor: uma fome, de bifes que até faz dó, a minha hélice carnívora anda desatada), e depois assentámos para o serão em casa do Luís e do João. A Margarida, emérita cake-baker, providenciou uma torta de laranja que estava divinal. A Margarida diz que é capaz de a fazer melhor, mas duvido, só provando.

Para benefício dos amigos brasileiros, nós-os-tugas esgadanhámo-nos a discutir música, o fado em particular, tudo à volta da fadista Marisa: uns gostam, outros detestam, mas sempre com paixão. Eu confesso que não sou fã, mas foi tão bom fazermos tristes figuras à frente dos nossos amáveis visitantes, e eles gostam tanto dela (viram-na a cantar ao vivo, em São Paulo, há poucos meses), que eu até fiquei a simpatizar mais um bocadinho: se a gente da minha terra é capaz de nos dar o mote para todo um serão, é porque merece.

Só mais uma notinha para dizer que no domingo bisei a companhia do João Roque para a ida ao Nacional. Foi a segunda vez que fui ao teatro com ele, e, para que conste, é dos melhores compinchas que já conheci para as teatradas.

O blog do Edu é O Livro dos Meus Dias, e está neste link: eduardocaxa.blogspot.pt
O João Roque pôs no seu blog relato detalhado e reportagem fotográfica dos eventos, e está neste link: wwwdejanito.blogspot.pt

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Dá gosto ler estes relatos :)
E ando de olho na peça do Harold Pinter, se conseguir ir ver depois digo o que achei.

se puderes vai ver, é excelente. e depois conta :)

Excelente a tua crónica, particularmente na análise que fazes dos três amigos brasileiros que tivemos entre nós. Eu, que privei mais com eles, devido a termos passado a sexta feira juntos, corroboro em absoluto o que dizes.
Agora, fico à espera da tua crónica sobre a peça a que assistimos juntos. Hoje li no FB um trecho do Lauro António sobre esta peça e gostei muito do que ele escreve, assim como li algures um adjectivo que eu usei na minha crítica, com alguma reserva, sob pena de ser mal interpretado, e que é considerar a peça, não imoral, mas sim amoral.

já pus o texto sobre a peça. gosto muito de ir ao teatro contigo, João, sempre que se proporcionar e estiveres para me aturar, conta comigo :)

concordo contigo sobre a questão da amoralidade e da imoralidade. tentei dizê-lo no meu texto, ainda que por outras palavras.

Edited at 2014-04-15 07:38 am (UTC)

foi muito bom terem-me convidado :) gostei muito de os conhecer.
e grande programa o teu pela capital, isso é que foi aproveitar a viagem :)
pronto, a torta estava divinal, mas não estava perfeita :p
próximo encontro, outra fornada.
o João também me convidou, mas devido ao meu compromisso dominical e também pelo facto de existir um dia do espectador (como estivemos juntos na véspera, não me senti malzinha), não pude ir. Vou reservar para uma quarta, sim.

tu não foste convidada, Margarida, tu fazes parte :)

quanto à torta, como ousas sugerir que se pode ser mais perfeito do que o divino?! mas neste caso, sendo tu a Criadora, só tenho de acreditar e ter fé: e esperar pela oportunidade de provar (sim, tudo vai bater aqui, sou um guloso, e adoro bolos, para mais tortas de laranja, enroladas em papel vegetal - o lado literário do gesto de a enrolar em papel vegetal só faz crescer água na boca)

foi pena não teres vindo ao teatro ou às exposições. mas espero que não faltem oportunidades.

Sei que já fiz um postinho (ou "postão") mas quis vir aqui agradecer "pessoalmente" o carinho. Agora é sua vez de retribuir e me visitar em São Paulo, né?? :-)

Beijões!

adorei conhecer-te, meu querido. através dos amigos, o Brasil é cada vez mais uma casa minha, queria muito voltar e ir visitar-te a São paulo

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