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Apesar da pilha dos livros em lista de espera ser cada vez maior, há coisas irresistíveis, para mais tratando-se de um livro do Armistead Maupin, da série Tales of The City, e do derradeiro volume da série… Bom, quanto a isto, vamos a ver, porque ela já tinha acabado com sexto, o Sure Of You, e, quase vinte anos depois, regressou com o Michael Tolliver Lives!, que a princípio não era da série mas depois já era, e depois disso já teve mais dois. Dizer que o Armistead é autor, não de um livro só, mas da série ToTC, apesar de não ser verdade, pois ele publicou dois outros livros, Maybe The Moon e The Night Listener, é um elogio, pois a série é um feito literário, quer em termos de popularidade, quer em termos críticos, que mesmo em termos de ícone e marco cultural; para além da importância e do impacto junto dos seus leitores, e da imensa legião de fãs, basta recordar que a série já deu origem a uma série de televisão (com Olympia Dukakis, a quem este volume é dedicado) e a um músical com música do Jake Shears, dos Scissor Sisters.

The Days of Anna Madrigal foi o meu livro preferido desta ‘segunda’ série de romances. Parecia-me que estava a ler um dos livros da série inicial, e que não tinham passado tantos anos, ou melhor, tantas décadas. Adorei o Michael sessentinha, ele que sempre foi o meu personagem preferido (et pour cause, não é?) Achei a escrita do Armistead em forma, e o humor nem se fala.
Suponho que o mesmo se passe com os outros fãs de ToTC, mas o ponto é que não li, agora, como não lia antes, cada novo romance à espera de uma trama mais rebuscada ou recambulesca; o gozo sempre foi reencontrar aquelas personagens, o seu estilo de vida e os seus relacionamentos, os pequenos dramas e as grandes trivialidades, e um conjunto de valores que, de alguma maneira, me fazem pensar que se fossem universais o mundo se calhar era mesmo um lugar melhor.

Quando eu era jovenzito não havia google e as fontes de informação eram raras. Quando comecei a frequentar as livrarias de Londres, não conhecia nenhuns autores gays, e escolhia os livros pelas capas, pelo texto das badanas, ou pelo facto de haver muitos livros do mesmo autor. Foi assim que me habituei a reconhecer os livros de Armistead Maupin: eram muitos livros (seis), as capas eram alegres e coloridas, estava presente em todas as livrarias, mesmo naquelas que não tinham prateleiras de literatura gay. Curiosamente, comprei o meu primeiro livro da série (o segundo volume, o More Tales…) não em Londres, mas em Dublin, nas minhas primeiras férias irlandesas. Li o livro mal cheguei, adorei, e fui encomendando os restantes volumes através de uma editora que havia no Alentejo, a Papa-Figos.

Comprei o livro em formato e-book, mas pela primeira vez, em quase dois anos de kindle, tive pena de não o ter comprado em papel, fica-me ali a faltar ao pé dos outros da série e do Armistead Maupin. Claro que a vantagem foi que o comecei a ler no dia em que o comprei.


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Bem, agora que a série terminou posso fazer a minha contagem final: faltam-me o 5º, o 6º. o 8º e este 9º e último.
Senhores editores portugueses, quem quer publicar estes livros????
Quando a Contraponto publcou o 7º. volume, ainda pensei que seria para publicar os que ainda não tinham edição em português; mas afinal nem os seguintes surgiram...
Desilusão.

foi uma pena (ou uma estupidez?) terem interrompido a publicação da série.

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