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são sérgio e são baco
rosas
innersmile
A propósito de Ma’loula e do convento de São Sérgio e São Baco, de que falei ontem, descobri há pouco tempo que estes dois santos eram soldados romanos que, no século IV, se converteram ao cristianismo e foram por isso mesmo, torturados até á morte, tendo sido declarados santos mártires por vários ritos cristãos, entre eles o católico.

A sua hagiografia é, tanto quanto percebi, pouco histórica, mas há uma corrente muito forte que defende que estes dois santos eram amantes. Esses historiadores, ligados aos movimentos homossexuais cristãos, defendem que os dois soldados eram mais do amigos, que os unia de facto uma relação romântica, e que há textos históricos gregos onde são chamados ‘erastai’, o plural de ‘erastes’, como era habitualmente denominado o parceiro mais velho nas relações de pederastia. E chamam ainda a atenção para o irónico paradoxo de, ao seu tempo, o que Sérgio e Baco escondiam no armário era a sua fé cristã e não a sua orientação sexual, tendo sido por causa da sua fé que foram mortos.

O ponto é que o culto dos dois santos sempre gozou de muita popularidade, sobretudo no Mediterrâneo e no Médio Oriente. Em Istambul há uma igreja que lhes é dedicada (a que chamam a pequena Hagia Sofia); houve uma cidade antiga chamada Sergiopolos. E há, ou havia, este convento na cidade Síria cristã de Ma’loula que tem, ou tinha antes da guerra, o seu nome.

O seu dia celebra-se a 7 de outubro.


Para se saber mais sobre Sérgio e Baco pode-se sempre recorrer à Wikipedia (link), e ao artigo que me chamou a atenção para a sua história, no blog Gay Influence (link); em ambos os links há ainda exemplos da sua iconografia, em particular a que pretende vincar a sua homossexualidade.
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