Foram estes os livros que li em 2012, agrupados por idiomas, géneros, e sobretudo por afinidades mais ou menos afectivas.
- Eugénio Lisboa, Acta Est Fabula - Memórias I - 1930-1947
- Al Berto, Diários
- Jorge Salavisa, Dançar A Vida
- Joaquim Chissano, Vidas, Lugares e Tempos
- Paulo Moura, Otelo O Revolucionário
- Nuno Costa Santos, Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco
- Cristina Carvalho, Rómulo de Carvalho / António Gedeão - Príncipe Perfeito
- José Luís Peixoto, Dentro do Segredo
- Ferreira Fernandes, Os Primos da América
- Almeida Faria, O Murmúrio do Mundo
- Joaquim Almeida Lima, Ensaio Sobre A Angústia
- José Saramago, Manual de Pintura e Caligrafia
- Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem À Índia
- Gonçalo M. Tavares, Matteo Perdeu O Emprego
- João Ricardo Pedro, O Teu Rosto Será O Último
- Ana Cristina Silva, Cartas Vermelhas
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Perseguido
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, O Silêncio da Chuva
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Achados e Perdidos
- Lygia Fagundes Telles, Mistérios
- Elvira Vigna, A Um Passo
- Rubem Fonseca, José
- José Castello, Ribamar
- Christopher Isherwood, The Sixties: Diaries, Volume II: 1960-1969
- Christopher Isherwood, Encontro À Beira-Rio
- Justin Spring, Secret Historian: The Life and Times of Samuel Steward, Professor, Tattoo Artist, and Sexual Renegade
- Jan Morris, Cunundrum
- Alison Bechdel, Fun Home
- Edmund White, Jack Holmes and His Friend
- Colm Tóibín, A Guest At The Feast
- Alan Hollinghurst, O Filho do Desconhecido
- William S. Burroughs, Queer
- Alan Bennett, Smut
- Alan Bennett, A Leitora Real
- John Steinbeck, Travels With Charley
- Paul Theroux, A Arte da Viagem
- Alain de Botton, Religião Para Ateus
- Keith Richard, Life
- Arturo Pérez-Reverte, O Hussardo
- Arturo Pérez-Reverte, O Clube Dumas
- Patricia Highsmith, The Cry of The Howl
- Henning Mankell, Um Passo Atrás
- Peter Hoeg, Smilla
- Karin Fossum, A Noiva Indiana
- John Verdon, Pensa Num Número
- Jeff Abbott, O Último Minuto
Cada vez mais as minhas leituras se circunscrevem a autores já conhecidos, nomeadamente a mão cheia de escritores de quem eu ando sempre à roda: o Isherwood, de quem cada vez gosto mais, o Edmund White, que voltou em força ao romance, o Tóibín, o Paul Theroux, o Henning Mankell, a Patricia Highsmith, o Arturo Pérez-Reverte, o Saramago, e, uma entrada fulgurante este ano, pela mão do meu amigo Bruno, o escritor policial brasileiro Garcia-Roza. Também acho que leio cada vez mais não-ficção, seja de carácter biográfico, memórias, diários, biografias e autobiografias, sejam livros de viagens, principalmente.
A comprová-lo, o destaque que dou aos dois livros que mais me marcaram este ano, a biografia que Justin Spring escreveu sobre o Samuel Steward, um dos meus heróis literários maiores, e o segundo volume dos diários do Christopher Isherwood, uma leitura que se me prende por dentro e me absorve por completo.
Dos quarenta e seis livros da lista, metade, 23, são de autores lusófonos, sendo sete brasileiros e um moçambicano. Os títulos aparecem na língua em que os li (atenção, não li o Eugénio Lisboa em latim!) Li nove livros no kindle, sendo dois deles de autores portugueses.
Penso não ter lido tanto como tu.
Deixa-me dizer-te que penso teres esquecido um: "Onde Andará Dulce Veiga"; será?
Depois há outras duas diferenças notórias entre tu e eu, no que respeita à leitura - tu lês em inglês e eu não, só traduções; e ainda não aderi, e penso que será difícil aderir ao e-book. Logo há aqui na tua lista livros muito interessantes e que não posso ler, para já: os Diários do Isherwood, o Colm Toíbin, o E.White, o Burroughs.
Entretanto li e adorei o "Encontro à beira rio" e por sugestão tua ou do João Máximo, ou por iniciativa própria tenho aqui para ler o Fun Home, o supracitado "...Dulce Veiga", "O Filho Deconhecido", o livro do Peixoto e "As Cartas Vermelhas".
Alguns, poucos dos citados não me interessam, nomeadamente o Gonçalo M.Tavares, escritor de que não gosto.
Há outros títulos muito interessantes e que me poderão vir a interessar, mas a lista do que tenho para ler é tão grande, que por ora, chega e cresce.
acho que quando se gosta de ler, as nossas escolhas são sempre pessoais, seguimos o nosso próprio gosto, ou intuição ou sensibilidade. caso contrário não tem piada, e a leitura, acho eu, acaba por ser desmotivadora e acaba-se por perder o interesse.