Ana Moura, Desfado
António Zambujo, Quinto
Brian Eno, Lux
Caetano Veloso, Abraçaço
David Byrne e St. Vincent, Love This Giant
Dr. John, Locked Down
Frank Ocean, channel Orange
Melody Gardot, The Absence
Michael Kiwanuka, Home Again
Miguel Araújo, Cinco Dia e Meio
O Experimentar 2: Sagrado e Profano
Patti Smith, Banga
Paul Buchanan, Mid Air
The XX, Coexist
William Basinski, The Disintegration Loops
Foram estes, entre os discos editados este ano, os que mais ouvi e de que mais gostei. Além disso ouvi muita música clássica, ando dedicado a ouvir a obra integral do pianista Glenn Gould, tendo começado por Bach, mas a descoberta vai continuar; e as sonatas para piano de Schubert pelo Alfred Brendel. Na pop, as discografias completas da Kate Bush e da k.d. lang, com a opção do modo aleatório activada, continuaram-me a fazer muita companhia nos serões de leitura.
Dos discos listados acima, os três que mais me impressionaram chegaram agora mesmo, quase no finalzinho do ano. O do Caetano é o terceiro (e julgo que o último) com o formato da Banda Cê, e na minha opinião é o melhor dos três, um disco ao nível dos melhores que Caetano já fez.
A colecção de 5 cds do William Basinski foi a minha descoberta do ano, uma coisa portentosa, se bem que este adjectivo aplicado à musica ambiental pode parecer um paradoxo. Mas Basinski estimulou, e expandiu, a minha mente, e ouço os discos com uma atenção quase hipnótica. Talvez ainda aqui volte a falar deste disco, sobretudo porque preciso de reflectir melhor sobre ele.
Outro disco que me arrebatou por completo nestes últimos tempos foi O Experimentar 2: Sagrado e Profano, um projecto da autoria de Pedro Lucas, com colaborações várias, entre elas as de Carlos Medeiros e Zeca Medeiros, e que parte do cruzamento das canções do folclore açoreano, algumas delas ouvidas em recolha directa, com ambientes musicais contemporâneos, de base electrónica. Não é aquela coisa do cruzamento entre opostos, entre passado e presente; é muito mais a construção de um suporte musical que serve e dá uma nova dimensão ao canto popular. Absolutamente imperdível.
Agora fala-se muito do Frank Ocean, tenho que ouvir algo dele.
E deixaste-me curioso acerca de "O Experimentar"...
http://oexperimentar.bandcamp.com/album/2-sagrado-e-profano
quanto ao Frank Ocean, tem a favor dele o facto de ser um dos poucos tipos da área da música soul / rap a assumir a sua orientação sexual. é um tipo muito novo e este disco, a sua estreia, é mesmo muito bom.