Faltam-me poucas páginas para terminar a leitura de O Clube Dumas, mais um livro de Arturo Pérez-Reverte (e vão oito, com este). Deve ser dos livros mais conhecidos do autor, sobretudo devido a uma adaptação cinematográfica do Polanski, com o Johnny Depp no protagonista, que eu nunca tinha visto, mas já ali tenho para reparar a falta (mas não quis ver o filme antes de terminar o livro).
Esta obra põe em evidência algumas das razões que tornam Pérez-Reverte um autor tão apelativo: a intriga, o romanesco, a erudição da reconstituição, a riqueza da pesquisa, e a capacidade de despertar nos leitores um certo gosto da aventura, particularmente aquele que aprendemos através das leituras da adolescência. E neste Clube Dumas, como o título deixa adivinhar, o tema é o universo literário, nomeadamente o dos romances de aventuras, à mistura com o culto do demónio na literatura.
Para além do interesse dos temas, há nos livros de Pérez-Reverte um princípio de prazer: lê-los é um deleite, um gozo, um divertimento para o cérebro. Histórias cativantes, muito bem escritas, com uma linguagem rica, sedutora e envolvente.
Cá recebi o primeiro capítulo da tradução do João Máximo; obrigado!
Abraço do Pinguim.
estou ansioso para conhecer a tua opinião. o JM é um óptimo tradutor, muito bem traduzido e escrito.
abração
Não sei se já alguma vez to disse, mas nem sei o que é maior: o gosto de te ler, ao teu gosto por livros, e pelo serviço límpido e apelativo de divulgação que fazes, ou a inveja pela rapidez com que "derretes" livros (às vezes tenho dificuldade em não deixar que o stress do dia-a-dia não me tire a paciência para ler mais).
mas ler, e os livros, ajudam-me a lidar com o stress, são o antídoto para as chatices e as angústias. ou então são mesmo apenas o escape.
e muito obrigado pelo teu comentário.