miguel (innersmile) wrote,
miguel
innersmile

an englishman in new york

Trinta e quatro anos depois de The Naked Civil Servant, o John Hurt volta a encarnar a figura do Quentin Crisp para um telefilme que tenta capturar os anos americanos, os últimos, daquele que se chamava a si próprio England’s Stately Homo. An Englishman in New York vai buscar o título a uma famosíssima canção do Sting, creio que do seu primeiro álbum a solo.

O filme não é propriamente brilhante do ponto de vista cinematográfico, nem tem uma certa atmosfera contra-cultura como o filme de 1975, mas o prazer de encontrar o Quentin Crisp no retrato impressionante que dele faz o John Hurt, desperta o interesse no visionamento do filme.

Pelo menos para mim, que sou fã do Quentin Crisp desde que pela primeira vez tomei conhecimento da sua existência, numa das minhas deambulações londrinas. Li alguns livros dele (uns três ou quatro, incluindo o The Naked Civil Servant e o Resident Alien, uma colecção de texto e memórias da sua vida na América). O Quentin foi uma das minhas portas de entrada no mundo da cultura e da história homossexual, foi uma das minhas primeiras referências, e talvez o facto de ser tão distante de mim, em todos os aspectos, me torne tão fascinado por ele.
Tags: cinema
Subscribe
  • Post a new comment

    Error

    default userpic
    When you submit the form an invisible reCAPTCHA check will be performed.
    You must follow the Privacy Policy and Google Terms of use.
  • 2 comments