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paperbacks
rosas
innersmile


A principal razão porque eu gosto dos paperbacks ingleses, em especial os da Penguin, é a possibilidade de os dobrar totalmente para trás, encostando a capa à contracapa, permitindo segurá-los apenas com uma mão. Mesmo o livro que estou a ler, um calhamaço com quinhentas páginas, deixa-se assim dobrar sem um ai ou o mínimo esforço. Experimente-se fazer a mesma coisa a um livro publicado por uma editora portuguesa, uma qualquer, e das duas três: ou a capa fica arruinada, toda vincada, ou os cadernos da encadernação se soltam todos, ou acontecem as duas coisas ao mesmo tempo. Tenho um livro do Saramago que, mesmo sem nunca o ter submetido ao teste da dobragem, tem as folhas todas soltas. Os livros da Penguin deixam-se dobrar, as capas ficam intactas, as folhas não se soltam, e no fim ele regressa à sua forma original com competência e graciosidade. Claro que também têm os seus contras, e um que me estou a lembrar agora é que o papel dos paperbacks, nomeadamente os da Penguin, envelhecem mal. Qualquer livro com meia-dúzia de anos tem ar de ser uma velharia de alfarrábio, e as folhas parece que foram colonizadas por famílias inteiras de ácaros que esperam a oportunidade para se mudarem das folhas do livro para as nossas mãos e delas para os nossos pulmões.
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Fantástico!!! Hoje de manhã trabalhei no meu novo super livro de fotografia e não quero que aconteça o mesmo que aconteceu com o primeiro e único que fiz, ficou todo espatifado tão fraca era a encadernação. Mandei vir umas amostras de papel e capas para me decidir.

Anyways, é giro ler pormenores destes de um ávido leitor, coisas que eu por exemplo nunca analisaria da mesma forma. Já não compro um livro à tanto tempo, e é uma pena.


o livro também é um gadget, Félix :)

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