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inventário I: filmes
rosas
innersmile
Aqui estes meus balanços, mais do que a escolha dos melhores, servem essencialmente para fazer uma espécie de inventário para memória futura: todos os livros que li, todos os concertos a que assisti, todos os filmes que vi, etc. Quer dizer, nos filmes não é bem assim, há filmes que deixo de fora, sobretudo os que vi no computador ou na televisão. A excepção, ou seja filmes que vi sem ser nas salas de cinema e que vale a pena registar aqui para não me esquecer, são estes:

- O Advogado do Terror, de Barbet Schroeder
- Kinatay, de Brillante Mendoza
- Lola, de Brillante Mendoza
- Paragraph 175, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Além destes, revi em dvd quatro filmes do Douglas Sirk, dois deles verdadeiras obras primas: All That Heaven Allows, Magnificent Obsession, The Tarnished Angels, e A Time to Love and A Time to Die.

Tento escolher os 10 melhores filmes que vi este ano, por ordem mais ou menos de preferência:

- Io Sono L'Amore, de Luca Guadagnino - porque poucos filmes nos dão o transtorno amoroso com um apuro formal tão elevado;
- Un Prophéte, de Jacques Audiard - porque não é frequente a fragilidade e a força terem o mesmo rosto, no caso o do actor Tahar Rahim;
- A Single Man, de Tom Ford - porque me pôs a amar ainda mais o Christopher Isherwood;
- O Laço Branco, de Michael Haneke - porque nunca o preto-e-branco foi uma tão incómoda representação do mal;
- Tetro, de Francis Ford Coppolla - porque não há beleza como a do fracasso;
- José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes - porque nos desvenda o essencial de uma história que já conhecemos;
- Serge Gainsbourg: Vie Heroique, de Joann Sfar - porque nos mostra o interior do mito em vez do exterior do homem;
- Des Hommes et Des Dieux, Xavier Beauvois - porque fala só dos homens, mesmo quando parece que está a falar dos deuses;
- Les Herbes Folles, de Alain Renais - porque há uma maneira sofisticada, elegante, subtil, quase imaterial, de contar histórias;
- The Ghost Writer, de Roman Polanski - porque me fez lembrar a regra hitchcockiana de que nada deve ser levado tão a sério como o divertimento.


Além destes 10, houve mais 5 que estiveram ali a disputar as últimas entradas na tabela (digamos que esta é a parte da tabela dos suspeitos do costume, os incontornáveis):

- Up In The Air, de Jason Reitman - porque não é muito frequente o gozo do argumento estar assim tão plasmado no ecrã;
- Invictus, de Clint Eastwood - porque mostrou que é possível contar uma história inspiradora, mantendo-lhe o rosto humano;
- Whatever Works, de Woody Allen - porque o encontro entre Allen e Larry David tinha de ser extraordinário;
- Shutter Island, de Martin Scorsese - porque Marty é de todos o que melhor sabe brincar aos clássicos;
- Inception, de Chris Nolan - porque all that we see or seem is but a dream within a dream.

Vi ainda, por ordem de entrada em cena (sem comentários):

- Coco Chanel e Igor Stravinski, de Jan Kounen
- Bright Star, de Jane Campion
- Nine, de Rob Marshal
- Precious, de Lee Daniels
- Looking For Eric, de Ken Loach
- Alice in Wonderland, de Tim Burton
- The Imaginarium of Doctor Parnassus, de Terry Gilliam
- I Love You, Phillip Morris, de Glenn Ficarra e John Requa
- 9, de Shane Acker
- Date Night, de Shawn Levy
- The Time Traveler's Wife, de Robert Schwentke
- Brooklyn's Finest, Antoine Fuqua
- Tamara Drewe, de Stephen Frears
- Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz
- The Social Network, de David Fincher
- The Kids Are All Right, de Lisa Cholodenko
- The Last Station, de Christopher Hoffman

E para o final as duas maiores decepções do ano (a palavra 'barrete' ainda tem expressão cinéfila?):

- Airbender, de M. Night Shyamalan
- Eat Pray Love, de Ryan Murphy

  • 1
Eay Pray Love foi uma decepção para mim também.
Assisti de quatro vezes, picadinho, porque sou insistente e detesto deixar de terminar um filme ou livro por pior que seja.
:/

sim, esperava muito mais do Ryan Murphy, sobretudo porque acho a série Glee muito divertida.

vi o un prophete aqui há tempos na tv e não consegui chegar ao filme nem ao personagem principal. houve ali qualquer coisa que falhou comigo. achei um filme interessante, mas não mais que isso.

tenho imensa pena de não ter visto o io sono l'amore nem o a single man - tenho que downloadar.

já o ghost writer é bem catita, de facto.

tu tens é que ir ver um filminho lindo que se chama "le concert". é lindo. um daqueles filmes franceses (apesar de na verdade ser russo, mas o modelo e o estilo são claramente franceses) que tem o equilíbrio perfeito entre o drama e a comédia (no sentido de comic relief). neste caso a última meia-hora vale pelo filme todo. é triunfal de tão bom que é. para além de que tens direito a ver em cinema o concerto para violino de tchaikosky suberbamente bem filmado e com um som do caraças.

já tomei nota do filme, mas acho que vou ter de o ver em métodos alternativos. neste momento as salas de Coimbra (todas da zon) estão todas ocupadas a dar desenhos animados nas suas 50 versões: dig, 3d, versão original, versão dobrada...

não teres visto esses dois filmes parece-me imperdoável, Nuno ;)

Não veria o Eat Play Love nem que me obrigassem. :p

era o que eu deveria ter feito :)

  • 1