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lloyd cole

Belíssimo concerto ontem, no TAGV, com Lloyd Cole e o Small Ensemble (Mark Schwaber e Matt Cullen, em diversas combinações de guitarras acústicas, bandolim e banjo). A voz de Cole é um primor de timbre e emoção, os arranjos muito simples mas de um bom gosto irrepreensível, a fazerem as canções ganharem novas expressões nas transcrições do formato de banda para o formato acústico. Foram duas horas de canções definitivas, não só os êxitos conhecidos dos anos Commotions, mas igualmente as canções dos álbuns mais recentes, nomeadamente Broken Record, que esta digressão está a promover.

Aparte o concerto, a noite foi especial. Aflição na frente doméstica, que me fez ir para o Gil com o coração apertado. Depois a oportunidade inesperada de rever amigos há muito desligados. A melancolia das canções de Cole embalou-me a tristeza e a emoção. Há alturas em que nos deixamos quase submergir pelos sentimentos, mas há outras em que eles parece ganharem uma precisão cristalina, e vemo-los rodopiarem, dolorosos mas cheios de luz, na palma da nossa mão.
Tags: concertos
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