Mão amiga disponibilizou-me uma pilha de quatro livros de Arturo Pérez-Reverte, um escritor que é, como me disseram, para reforçar a minha ignorância, “um dos nomes mais importantes da moderna literatura espanhola”. Tenho em casa muitos livros para ler, e com muita vontade de os ler, mas decidi-me então atacar o espanhol.
Comecei por O Mestre de esgrima, uma história passada na Madrid da segunda metade do século XIX, e que junta, em doses homeopáticas, intriga política, amorosa e policial. E o resultado é fantástico, sobretudo porque a escrita é um exercício de elegância e destreza (sim, como a esgrima). Um aspecto que joga muito a favor é a tradução ser absolutamente esplendorosa, e não roubar um milímetro que seja do gozo que desfrutar uma prosa muito bem arquitectada. Gostei tanto da escrita de Pérez-Reverte, que mal terminei a leitura do livro comecei logo a de outro.