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krauss and plant
rosas
innersmile


Sou fã da Alison Krauss desde 'way back when', que no caso foi desde que ela editou a colectânea Now That I’ve Found You, lá pelos idos de 1995. Foi durante a minha fase country, que me apaixonei pelo seu bluegrass muito limpinho e rigoroso, acústico e descarnado, simples e contido. Tenho, para além dessa colectânea, e editados antes ou depois dela, mais uma meia dúzia de cd’s dela, uns com a sua banda regular, os Union Station, outros feitos em colaboração com outros artistas, para além de participações em bandas sonoras, como a do filme dos irmãos Coen, O Brother, Where Art Thou.

Há muito tempo que não tinha novidades dela, mais por desatenção da minha parte, que tenho um gosto musical muito diversificado e em constante estado de mutação. Mas recentemente ouvi as notícias de que a Alison Krauss tinha ganho uma série de prémios na mais recente edição dos Grammys, e fiquei muito curioso, sobretudo porque o disco vencedor, intitulado Raising Sand, foi feito a meias com o Robert Plant, sim, o do grande culto Led Zeppelin.

Por estranha que pareça a associação entre os dois, a verdade é que a carreira de Robert Plant pós-Zeppelin tem sido muito rica e surpreendente, parecendo obedecer puramente a um 'pleasure principle', resultando em colaborações e associações sempre muito estimulantes.

Finalmente consegui ouvir Raising Sand, e é das coisas mais bonitas que já ouvi em toda a minha vida, um disco tão lindo que parece que nem é deste mundo. Pode-se dizer que de alguma forma orbita na zona do country e do bluegrass, mas é muito muito mais do que isso, um conjunto de canções raras, arranjos superlativamente belos e simples, mas muito imaginativos e de um bom-gosto (seja lá isso o que for) a toda a prova.

Deve ser dito que parte do sucesso deste disco (falo de sucesso em termos de resultado) se deve à produção de T-Bone Burnett, um verdadeiro wizard da música da América.

Apesar deste disco ter passado completamente despercebido por cá, pelo menos para mim que nem sequer tinha ouvido falar nele, a net está cheia de referência e no you-tube encontram-se umas coisas interessantes. Há uma site da colaboração (http://www.robertplantalisonkrauss.com/site.php) que pode ser um bom ponto de partida para se descobrirem coisas acerca do disco e dos seus dois (ou três) fabulosos criadores. Só para abrir a apetite, ponho aqui um clip de imagens avulsas, mas que serve para ouvir uma das canções mais bonitas do disco, uma daquelas coisas tão lindas que só dá vontade de chorar por no mundo haver coisas tão bonitas e serem feitas pelo homem. Só a título de curiosidade, esta canção, Sister Rosetta Goes Before Us, é da autoria de um outro nome determinante da música da América, a Sam Phillips, que é casada com o T-Bone. Que família abençoada!

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Com este post lembras-te de ir sacar não só este álbum como o último dos Franz Ferdinand e de Antony and the Johnsons. E agora tenho música que me chega praí para um mês ou mais. :)

se sacares este, depois diz-me o que achaste.

Estive a ouvi-lo hoje e achei-o um bocado chocho. Talvez seja eu que não estou familiarizado com o género, mas pareceu-me um album que brilha pouco, sem melodias que chamem a atenção de vez em quando, sem grandes destaques. Alturas houve em que me pareceu um álbum perfeitamente genérico, como se já o tivesse ouvido antes várias vezes.
A única canção de que gostei mesmo mesmo foi esta que apresentaste aqui e que no álbum se destaca bastante do resto.

Fiquei mais com vontade de conhecer outro material da Alison Krauss, coisas mais a sério, mais country (seja lá o que isso for).

eu vou-me a ti e desanco-te. tu ouviste bem a killing the blues? a polly come home? a please read the letter? a trampled rose, que é do tom waits?!
ai ai ai ;)


anyhoo, que bom teres tido a curiosidade e o interesse de ires ouvir :)

a gone gone gone, dos everly brothers! a through the morning, through the night!
ai, raido miudo...

;)

Amo a Allison Krauss de paixão absoluta, e acho maravilhosa a dedicatória à Rosetta... :')

Tu já ouviste falar nas Kossoy Sisters? Vai descobri-las, vá. :)

grande beijo

menina, que bom outra vez tu pegares-me pela mão e mostrares-me coisas bonitas. vou ouvir pois

Procura também Cox family.

a Cox Family tenho, precisamente num cd com a alison krauss

Fui experimentar. Ainda só o ouvi uma vez e achei muito curiosas as semelhanças com a fase mais country de Neil Young.
E também acho que tens razão ao dizer que o Robert Plant só faz aquilo que lhe apetece.
Mesmo as reuniões de Zeppelin não foram para rentabilizar a discografia, caso contrário teriam sido mais extensas.

isso mesmo. acho que o tipo tem um percurso limpinho e admirável.

É de facto muito bonita e... sensual.
Despertou em mim um lado que desconhecia, com conotações muito íntimas e pessoais.
Beijo, th

já vi que escolheste outra. o disco é muito bonito, não tenho parado de o ouvir.

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