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balanço II - livros

Foram estes os livros que li em 2008, agrupados por afinidades afectivas (o título vai na língua em que os li):

- Gore Vidal, Clouds and Eclipses
- Patricia Nell Warren, Harlan's Race
- Naguib Mahfouz, Akhenaton, o Rei Herege
- Eduardo Mendicutti, California
- Patricia Highsmith, The Tremor of Forgery
- Felice Picano, Ambidextrous
- Richard Zimler, Confundir a Cidade Com o Mar
- Dennis Cooper, Fio Solto
- Lev Tosltoi, A Morte de Ivan Ilitch
- E.P. Jacobs, A Marca Amarela
- Simon Ings, O Peso dos Números
- Bernhard Schlink, O Leitor
- Mario Vargas Llosa, As Travessuras da Menina Má
- Evelyn Waugh, O Ente Querido

- P.G. Wodehouse, Época de Acasalamento
- P.G. Wodehouse, O Código dos Wooster

- Edmund White, Hotel de Dream
- Edmund White, My Lives

- Tennessee Williams, Memories
- Joan Didion, O Ano do Pensamento Mágico
- Bill Bryson, O Diário Africano
- Alberto Manguel, Um Diário de Leituras
- Darwin Poerter, Brando Mas Pouco
- Edmund Engelman, Bergasse, 19

- Joel Costa, Balada para Sérgio Varella Cid
- Mónica Guerreiro, Olga Roriz
- António Carlos Carvalho, João Villaret, Uma Biografia
- António Mascarenhas Gaivão, Mouzinho de Albuquerque
- Jacinto Veloso, Memórias em Voo Rasante
- Ruy Duarte Carvalho, Desmesura, Crónica do Brasil
- Alexandre O'Neill, Já Cá Não Está Quem Falou
- A.M. Galopim de Carvalho, Fora de Portas
- Paulo Moura, O Fim das Miragens
- Clara Pinto Correia, Os Outros Caminhos do Mundo
- Fernando Meirelles, Diário de Blindness
- Adriana Calcanhotto, Saga Lusa

- Ruy Castro, Carmen
- Ruy Castro, Era No Tempo do Rei

- Adolfo Caminha, O Bom Crioulo
- J.P. Borges Coelho, Hynianbaan
- Fernando Duarte Ribeiro, O Jardim dos Perversos
- Ricardo Saavedra, Os Dias do Fim
- José Saramago, Ensaio Sobre a Lucidez
- João Aguiar, Inês de Portugal
- Nelson Saúte, Rio dos Bons Sinais
- Luis Bernardo Honwana, Nós Matámos O Cão Tinhoso

- Mutimati Barnabé João, Eu, O Povo
- José António Almeida, A Mãe de Todas as Histórias
- Blaise Cendrars, Folhas de Viagem

De todas as actividades ditas culturais, a leitura é a que me continua a dar mais horas de prazer, escapismo e sabedoria. O meu problema é que sou muito errático nas escolhas, não leio o cânone, distraio-me totalmente das listas de vendas e das estrelinhas dos críticos. Leio ao sabor dos prazeres e das descobertas. Olho para a lista de livros que li e dificilmente reconheço nela uma lista de recomendações, são apenas livros para consumo interno.

Da quase meia centena de livros que listei acima, as leituras que mais me entusiasmaram este ano foram as dos livros do Edmund White, do Ruy Castro (a biografia de Carmen marcou todo o meu interesse durante umas boas semanas), a descoberta do humor inglês de P.G. Wodehouse e de Evelyn Waugh, o Felice Picano, o Vargas Llosa, as memórias do Tennessee Williams e o reencontro (e a releitura) com dois dos mais importantes livros da minha adolescência, o Cão Tinhoso e o Eu, O Povo.

Se há livros que me marcaram com intensidade devo destacar dois, ambos de não ficção: a já referida biografia de Carmen Miranda, da autoria de Ruy Castro, pelo prazer que me deu e pela aventura que me proporcionou, e O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, que foi um dos livros que mais me forçou ao confronto comigo mesmo, com aqueles medos e angústias que estão dentro de nós. Um livro de cuja leitura não se sai ileso, inteiro, mas sempre significativamente maior.
Tags: inventários, livros, white
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