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charlie wilson's war
rosas
innersmile
No filme Charlie Wilson’s War (Jogos de Poder), de Mike Nichols, há uma sequência em que o congressista democrata consegue levar a Peshawar, um campo de refugiados paquistanês junto da fronteira com o Afeganistão, o presidente de uma sub-comissão do congresso norte-americano com poderes para decidir financiamentos, a fim de o convencer a aprovar um aumento de apoio aos mujahedins afegãos para que possam combater mais eficazmente o exército soviético que ocupava, e massacrava, o Afeganistão. O contacto com os refugiados e o seu sofrimento acabam por convencer o tal presidente da sub-comissão e, na emoção do momento, a amiga milionária de direita do congressista Wilson que o meteu naquela história de ajuda aos mujahedins, diz-lhe que Deus ajuda sempre os bons e está do seu lado. O congressista responde que o pior é quando Deus estiver dos dois lados do conflito.
É com esta frase certeira que o filme faz a ponte para a actualidade, desta história improvável mas aparentemente verdadeira, do congressista que conseguiu ajuda financeira do congresso dos Estados Unidos para comprar armamento aos israelitas para o pôr nas mãos dos rebeldes muçulmanos afegãos, capaz de abater os helicópteros do ocupante, ajudando-os a derrotar o poderoso exército da União Soviética e, dessa forma, pôr termo à guerra fria! As mesmas armas que, no dia seguinte ao termo da guerra fria, os talibans usaram para abater os helicópteros norte-americanos e que, basicamente, desenharam o actual mapa do conflito no médio oriente.
O filme de Mike Nichols é uma sátira política demolidora e muito divertida, tão carregada de cinismo que chega a parecer candura, e que consegue narrar de forma clara e ligeira um intrincado novelo de acontecimentos, com desempenhos notáveis de Tom Hanks, Julia Roberts e Phillip Seymour Hoffman.
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Vi ontem um documentário no hospital (ah, as vantagens da TV a cabo!) sobre esse filme e fiquei curiosíssimo. Segundo afirmam diversas vezes - inclusíve os atores o confirmam -, trata-se de uma história real. Julia Roberts está com uma cara perfeita de milionária texana. Aquele cabelo... Há coisa mais texana do que aquilo?

Quero muito ver o filme. Vou chamar o Thiago para irmos juntos.

o filme é muito divertido, não naquele género de comédia de adolescente, claro, mas com uma ironia e um sarcasmo notáveis.

espero que as coisas aí no hospital não sejam muito pesadas para ti, meu caro. abraço.

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