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tertúlia com anjos

Em Dezembro do ano passado pus aqui um texto sobre o livro Os Anjos de Gabriel, da autoria de Francisco Corrêa. Recebi agora uma mensagem do autor, o que é sempre um pouco embaraçoso, porque escrevemos coisas, sem autoridade nenhuma, um pouco na suposição de que ninguém vai ler aquilo. De qualquer modo, é sempre agradável receber reacções, e imagino, também por isso, que para os autores deve ser bem agradável haver pessoas que referem as suas obras, que as leram, e que até se deram ao trabalho (e ao atrevimento) de porem on-line as baboseiras que escreveram sobre o assunto.

No seguimento do comentário, trocámos alguns mails e o Francisco Corrêa enviou-me um convite para uma tertúlia que vai ter lugar na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa, no dia 22 de Novembro, precisamente à volta do seu livro. Tenho muita pena de não poder assistir. É que para além do motivo da tertúlia, tenho ainda bastante curiosidade em conhecer esse espaço, sobretudo porque resulta da associação de duas livrarias que havia no Bairro Alto, a Ler Devagar e a Eterno Retorno. Eu adorava a Ler Devagar, claro que pela circunstância de ter à venda livros de fundo de catálogo, e pela possibilidade de encontrarmos livros muito inesperados, e na maior parte das vezes a preços inacreditáveis. Quanto à Eterno Retorno, que ficava um bocadinho mais abaixo, tenho de confessar que o que gostava mesmo era de lá ir beber um cházinho (sobretudo com o meu amigo António), já que se tratava de uma livraria especializada em filosofia, tema que me passa muito acima da cabeça.

Como não vou poder estar na tertúlia à volta do livro Os Anjos de Gabriel, divulgo aqui o convite para eventuais interessados. Relembro que o livro de Francisco Corrêa narra a busca de um homem que está a despedir-se da sua juventude, pela realização amorosa. O que na altura me marcou mais no livro foi o facto de a condição homossexual do personagem principal, não constituir qualquer espécie de barreira, social mas sobretudo mental, na tentativa de concretizar aquilo que ele próprio acreditava ser um direito ao amor e à felicidade. Acho que é um livro que não estando isento de fragilidades, é muito honesto, muito verdadeiro, e permite-nos a nós, leitores, confrontarmos os nossos sentimentos e mesmo as nossas perspectivas em relação à vida e ao que queremos fazer dela. E qualquer livro que nos permita aprender, e sobretudo aprender a ser, é sempre de leitura recomendada.



Para mais informações e localização: www.bracodeprata.org
Tags: francisco correa, livros
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