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miguel
innersmile

odette toulemonde

O tema, e o tom, podem ser um pouco kitsch e até pueris: uma típica leitora de romances light apaixona-se pelo seu autor preferido. Mas o sentido de humor, a ternura carregada de ironia, a capacidade de olhar com bonomia para o desencanto, a superfície um pouco áspera com que aborda os assuntos sérios, tudo isso fazem de Odette Toulemonde um daqueles filmes irresistíveis de que só os franceses parecem possuir o segredo.
Acrescem as interpretações no ponto dos dois protagonistas e uma galeria colorida de secundários, a utilização das canções de Josephine Baker para criar o universo onírico adequado, e a falta de sensatez q.b. para dar ao filme o toque de magia e irrealismo que o tornam numa espécie de conto de fadas.
Mas, como é obrigatório neste tipo de filmes, para além de tudo isso, a coisa só resulta porque Odette Toulemonde é um achado de personagem, uma daquelas criaturas que só a ficção consegue inventar, e que nos faz sair da sala de cinema acreditando que seríamos mais felizes se tivéssemos uma Odette dentro de nós. E que se calhar temos.
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