« - O tempo não se parece com um rio. O tempo é uma esfera. Não há nascente nem foz. Não há princípio nem fim. Tudo se repete incessantemente. Assim como te lembras de alguns factos que estão a acontecer ontem, também te podes lembrar de certas coisas que estão a acontecer amanhã…
- No meu caso nunca. Sou cega ao futuro.»
- José Eduardo Agualusa, As Mulheres do Meu Pai
O innersmile faz hoje 6 anos. Aqui há tempo apareceu aí uma listagem dos blogs portugueses mais antigos, e o innersmile aparecia lá. Nem percebo muito bem porquê: não é um blog, não é português e não costuma 'aparecer'. Só houve uma coisa que saiu certa: é antigo!
Acho que durante este ano que passou, e ao contrário do que costumava acontecer com alguma frequência, nunca me apeteceu fechá-lo. Não teve crises existenciais nem, suponho que por ser antigo, de crescimento.
Tenho a impressão de que já foi mais lido (e comentado) do que é hoje, mas suponho que nos últimos tempos a minha necessidade de gratificação e reconhecimento se tenha voltado para outras paragens.
Sofreu uma crise aí há uns dois ou três anos quando um certo sentimento de comunidade que havia na secção portuguesa do livejournal se começou a dissipar. Mas já passou o tempo de luto, e hoje divirto-me com amigos que chegam e que trazem comentários interessantes e sinto carinho pelos amigos de sempre mesmo quando não nos 'falamos'.
Francamente, acho que o innersmile já conheceu melhores dias, em que eu escrevia mais e melhor, mas continua a servir-me e a dar-me gozo.
Sempre a ser uma espécie de diário que tenho a oportunidade (e o privilégio) de partilhar com os outros. Onde, para usar as palavras do Alexandre O’Neill que estão na página do perfil, "Escrevo para registar o que é fugaz. Para deter as coisas. Para registar certos factos. Parece-me que é isto. Escrevo para registar, para fixar, para demorar."
Mas sempre, hopefully, cego ao futuro.
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Ana Lacerda - Quelimane...
"Naturalmente.Poucas pessoas estão preparadas para olhar o futuro. Fomos educados a pensar no tempo como sendo linear. Nasce-se ali, naquele ponto, morre-se acolá, e pelo meio acontece isto e aquilo"
- José Eduardo Agualusa, As Mulheres do Meu Pai
Te amo, meu português querido! Muitos milhares de mil beijos!
olhando ali para o comment do estilógrafo... e do bruno... caraças pah, que já cá andamos há muito tempo =)
é sempre uma honra visitar a tua casinha!!!
;)
A lista que "apareceu aí"
Devo referir, quanto este seu (escusadamente agressivo e menosprezante artigo), que, se aquilo que aparece no endereço electrónico http://innersmile.livejournal.com/ não é um blog, como diz, então devo reconhecer que não sei o que vem a ser tal coisa (http://en.wikipedia.org/wiki/Blog); de facto, tratar-se-á com certeza de mera ilusão de óptica aparecerem, neste endereço, entradas ("posts") por ordem cronológica inversa, entre outras semelhanças espantosas com aquilo que se costuma designar por "blog". De igual forma, se o Livejournal não é uma plataforma de e para blogs, então não sei não apenas o que é um blog como o desconheço que é uma plataforma dedicada aos ditos (http://www.livejournal.com/).
Sobre o "facto" que aponta de este "coiso-que-não-é-um-blog-mas-que-parece-lá-isso-parece" não ser português, bem, então devo lamentar que o próprio autor assim se identifique (http://innersmile.livejournal.com/profile), por um lado, e devo ainda mais lamentar a minha ignorância em Geografia de Portugal; estava convencido de que Coimbra fazia parte do território nacional. As minhas desculpas, por conseguinte.
Quanto a essa "maçada" de este endereço não costumar "aparecer" e, por coincidência e certamente para chatear, ter "aparecido" na lista de blogs portugueses mais antigos em actividade, pois como me hei-de eu agora "limpar" de ter abusivamente perpretado tal "agressão"? Mais uma vez, as minhas desculpas.
E, já agora, pelo contrário, devo agradecer penhoradamente por - como diz - ao menos ter acertado em algo e, portanto, "houve uma coisa que saiu certa: é antigo!" Ora bem. Valha-nos isso.
Como "isto" "não é" um blog, "não é" português e "não costuma aparecer", ter "acertado "SÓ" numa coisa, isto é, numa em quatro, convenhamos que não é nada mau. Bastante melhor, digo eu, do que o próprio autor de um blog, português e tudo, não acertar uma.
Cumprimentos.
Re: A lista que "apareceu aí"