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(no subject)
rosas
innersmile
EPÍLOGO

Fui
hóspede desta mansão
na encruzilhada
dos meus sentidos.

O verso apenas é,
transversal e findo,
o poleiro evocativo
da ave do meu canto.

Essa ave em que o Outono
se perfila
e, cada vez mais exígua
no rumo e nas vigílias
do seu bando,
de súbito, espirala
até sumir-se
num país imaginário.


- Sebastião Alba


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gosto bastante dos poemas desse senhor.

que bom conheceres. ler o SA é, de certa forma, resgatar o nosso próprio remorso.

vim desejar-te um bom natal, Miguel. e levo, se me permites, guardo-o, este amargo poema do D., amargo mesmo que poeme aves que voam para países imaginários. que ele esteja nos seu, que um dia eu e tu emcontremo-mos os nossos, isso sim poema-felicidade plena. gaita. que merda de comment de natal.... culpa tua e remorso aburguesado meu, que não posso ler 'Alba' sem estremecer.
abc do Gil

ah, mas o SA tem sempre esse dom de nos deixar um pouco descentrados. grande abraço.

Vinha deixar-te os votos de um Natal de Paz e encontro este belo poema.
Fica então a lembrança dele, nesta fria noite. 14 de Outubro de 2000, final de uma vida à margem de tudo. Desinquieta-nos.

que bom ver-te por aqui. fazendo o caminho menos agreste e solitário.
Bom Natal.
e volta a 'postar', please :)

"parti para não estar só. fiquei mas estou apenas"
depois de ontem é bom "postar" (as coisas que eu aprendo) aqui no innersmile. "tô :("
________"_______

obrigado por me abrires a porta, por te ter "clippado", por te ter descoberto. não me sinto tão só, apesar de rodeada de gente.
um Feliz Natal junto dos que amas.

nota de rodapé:hoje, não sei porquê não preferi calar. mas não deixes advinhar.


com este poema de SA (que eu na minha imensa ignorância desconhecia)concluís a tua magnífica narrativa do "expresso do oriente".
e
"...
de súbito, espirala
até sumir-se
num país imaginário"

lindo.


  • 1