miguel (innersmile) wrote,
miguel
innersmile

expresso do oriente V

20.11.06

De novo em KL.

À tarde fomos passear para Burkit Bintang, a zona turística por excelência, com os melhores hotéis e as lojas de maior prestígio.
Fomos jantar a um shopping imenso, o 1 Utama, que fica relativamente perto aqui de casa. A ideia era comprar o leitor de mp3 que se liga ao isqueiro do carro. Conseguimos encontrar, com esforço, e comprei dois.

As pessoas de uma forma geral são corteses, mas são sobretudo indiferentes. Não é só, presumo, o facto de viverem numa cidade enorme, mas suponho que terá mais a ver com o facto de haver grupos raciais muito bem demarcados e separados. Na Malásia há três grandes raças: a malaia, que corresponde a cerca de 50 por cento da população, a chinesa, 30 por cento, e a indiana, 18 por cento. Assim de repente não me lembro de ter visto um casal de raças diferentes. O senhor que anda connosco de automóvel nos passeios diz que na Malásia não se usa, para caracterizar o convívio entre as diferentes raças, o termo tolerância, porque a tolerância tem sempre um limite, mas sim o termo aceitação, que não conhece limites.

21.11.06
O dia foi passado em turismo por KL.
Começámos pelas Batu Caves, um dos locais de culto mais importantes para a comunidade hindu da Malásia. Um verdadeiro ‘taste of India’. Muitas estátuas, uma escadaria de quase trezentos degraus e, lá em cima, vários templos enfiados em grutas naturais na montanha de calcário. Apesar do esforço que representou a subida, valeu a pena ir lá cima, é um lugar místico e forte, uma daquelas experiências que extravasam completamente a vulgaridade do quotidiano.

Numa fábrica de batiks comprei um sarong, que é um doa trajes tradicionais dos homens malaios.

A Menaka KL, a torre de telecomunicações, é a quarta mais alta do mundo. What a ride! O panorama de KL visto lá de cima é de cortar a respiração.
Nos Lake Gardens, visitámos o Monumento Nacional, Tugu Negara, um conjunto escultórico feito por Felix de Weldon, o que explica que os soldados malaios tenham cara de caucasianos (de surfers australianos, chamou-lhes o Brian), e o Jardim das Orquídeas.

Foi uma experiência engraçada andar de carro pelo meio do trânsito sempre engarrafado de KL. Apesar do Sr. B., o nosso motorista, dizer que há 4 horas de ponta em KL, a minha experiência diz-me que há apenas uma, que começa às 7 da manhã de um dia e termina às 7 da manhã do dia seguinte. Isto, claro, quando o tempo está seco, porque quando começa a chover, então fica mesmo tudo parado.





Tags: viagem
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