miguel (innersmile) wrote,
miguel
innersmile

dream within a dream

Segunda noite consecutiva cheia de sonhos, mas, ao contrário da anterior, esta foi pior porque passei o tempo todo a acordar. Suponho que ainda são efeitos da diferença horária. Quando cheguei à Malásia, estive quase uma semana a dormir três ou quatro horas por noite, e a ter irreprimíveis ataques de sonolência durante o dia. Mas como em mim o jet lag é sempre pior quando viajo de Oeste para Este, espero que a adaptação seja mais rápida agora.
Também ao contrário da noite anterior, lembro-me vagamente do sonho desta, e tenho a sensação de que foi um sonho só que durou a noite toda, interrompido de cada vez que acordava e retomado logo em seguida.
Há um tipo de sonhos que em mim são recorrentes, e que são aqueles em que num clima de grande normalidade se instala uma impossibilidade qualquer, em geral comezinha e medíocre, mas que me impede de fazer ou chegar aonde quero. É uma impossibilidade que se instala devagar, ao princípio apenas um contratempo a que se reage com calma, mas que vai crescendo até se tornar uma claustrofobia incómoda e obsidiante.
O desta noite inscrevia-se num ambiente que misturava o gigantismo das salas de espera dos aeroportos (teria de ser ‘inspirado’ no Schipol de Amesterdão onde estive sete intermináveis e enfadonhas horas à espera de ligação no regresso) com o feerismo anárquico dos kedai kopi chineses, nomeadamente de um onde almocei em Ipoh, a capital do estado de Perak, e a terceira maior cidade da Malásia (para que conste, era o Kedai Kopi Hong Heng).
Com certeza nem seria preciso convocar Freud para explicar este sonho. Mas o que eu preferia mesmo era poder voltar-me para o outro lado e continuar a dormir.
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