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(no subject)
rosas
innersmile
Em Penang, uma ilha na costa oeste da peninsula malasiana. Mais propriamente em Batu Ferringhi, uma estancia turistica. Cheguei hoje a tarde. Curiosamente, depois de mais de uma semana na Malasia, a andar de transportes publicos e a tentar confundir-me (uma impossibilidade, claro) com a paisagem, soube-me bem chegar a um lugar turistico. Infelizmente nao posso tomar grandes banhos de mar. Apesar da temperatura da agua ser espectacular, a agua e muito turva e esta infestada de alforrecas. Eu como ainda me lembro de um encontro que tive com uma 'agua-viva' numa praia de Sao Miguel, acho melhor nao arriscar. Mas foi a tarde toda de piscina, a aboborar na espreguicadeira.

Hoje na viagem paramos para almocar em Ipoh, num hole-in-the-wall, um dos restaurantes chineses tipicos da cidade. Foi a experiencia gastronomica mais divertida desta viagem, e asseguro que a gastronomia tem sido um dos pontos altos desta passagem pela Malasia. O restaurante, como os outros do genero, e um salao enorme, com mesas redondas com tampo de pedra. Cozinha-se a porta, e assim logo a entrada escolhemos o que queremos e a comida vai ter ao lugar. Eu comi noodles com galinha e camarao, uma salada de rebentos de soja e mais uma salsicha nao sei de que e tofu. A comida era, como sempre, optima, mas fantastico era mesmo o aspecto e o ambiente do restaurante.

Ha pouco, depois de ter passado a tarde na piscina, fui ao quarto tomar banho e vestir-me para sair para jantar. Sentei-me um bocado na varanda. Ja de noite. Na imensa mancha escura do mar, as luzes ponteadas dos barcos a passarem, de leste para oeste, pela linha do horizonte. Por cima do mar, uma tempestade a formar/se, as luzes brancas e subitas dos relampagos a iluminarem o tecto denso das nuvens.
Ja ontem, ao principio da tarde, assisti a mais violenta tempestade desde que estou aqui. E todos os dias ha uma.

Estou a escrever num cafe internet, com um teclado que tem, em cada tecla, o alfabeto tal como o usamos, e ainda os caracteres chineses e os caracteres arabes. Quando me sentei a frente do computador, o teclado era uma imensa mancha indestinta de letras e caracteres. Fechei os olhos e comecei a teclar.
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só de ler os teus relatos já dá vontade de sair deste país com alertas de mau tempo por tudo o que é zona.

continuação de boa viagem (:

Alertas de mau tempo são tão agradáveis. O assustador são alertas de bom tempo, nossa!

águas vivas :D (esta provavelmente só eu saberei)

é pena isso do banho. vinga-te na comida ;)

ai que bem que me soube ler-te depois de um dia tão cansativo.
continua a divertir-te e a partilhar connosco.

"Por cima do mar, uma tempestade a formar-se, as luzes brancas e súbitas dos relâmpagos a iluminarem o tecto denso das nuvens"

Gosto sempre tanto das suas descrições. Não sei porque você não se decide a escrever, nem que seja de brincadeira, uma novela. Material para isso (leia-se "vida") você tem. E ainda pode ambientá-la em lugares exóticos.

é... o melhor é usar o instinto e continuar a escrever :)

Que agradável ler isto. Me deu a sensação que estava aí, gozando a brisa do mar, saboriando coisas exóticas (!!!) e tendo medo de cada tempestade, acrescida das alforrecas.

Caro Miguel: O anonimato de meu pequeno comentário anterior deve-se ao facto de já não me lembrar do meu nome ou login no LiveJournal. Abraço.António Alegria

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