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in good company

Segundo filme com a Scarlett Johansson numa semana: é natal, ou é natal?
In Good Company é uma surpresa, apesar e não ser um grande filme. Movendo-se no género da comédia dramática, conta a história de um executivo de uma grande empresa que é um ‘family-man’, e que se vê confrontado com uma equipa de jovens turcos da gestão. A primeira nota interessante do filme é que ele põe em confronto, digamos assim, o bom capitalismo e o mau capitalismo (este marcado pelas multinacionais das novas tecnologias), exaltando as virtudes do primeiro que põe as pessoas em primeiro lugar. A outra nota interessante do filme é que ele consegue centrar-se nas teias e nas subtilezas emocionais que constituem e ligam as personagens, mostrando que o sucesso, nomeadamente profissional e material, não significa necessariamente a estabilidade emocional e sentimental. Claro que nestes dois aspectos é mais ou menos legível um certo programa ligado aos valores tradicionais, mas a verdade é que isso não se impõe à desenvoltura narrativa do filme, que é sempre muito agradável de seguir.
Três óptimos actores nos principais papeis: ‘la’ Scarlett, que é um dínamo luminoso de energia e maravilhamento, o sempre seguro Dens Quaid, que parece estar a viver uma ‘segunda’ carreira auspiciosa e o surpreendente Topher Grace que consegue emprestar tanta subtileza e contenção à sua difícil personagem, que assegura, só por si, o sucesso do filme.
In Good Company parece um daqueles filmes que já não existem: uma história simples, adulta, com a dose justa de superficialidade recreativa e de seriedade profunda para ser interessante e divertida, com excelentes desempenhos, uma banda sonora bonita.
Tags: cinema
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