miguel (innersmile) wrote,
miguel
innersmile

Suponho que não é doença grave
Nem é mal que me cause grande dano
Por vezes não há poema que lave
A nódoa de me sentir lixo humano

O poema que me prende e eleva
Que me solta num voo, mudo grito
Por vezes é tão fraco, e não releva
A náusea de me sentir um detrito

Palavras que não lavam sujidade
Entranhada na pele envelhecida
Lixo posto na rua ao fim da tarde
Breve dia a que chamamos vida

Mas se houver talvez verso que arda
Lave as ruas o fulgor da madrugada
Tags: poemas
Subscribe

  • 18

    Comecei a escrever este diário online no dia 30 de Julho de 2001. Durante 16 anos, escrevia sempre nesse dia um texto de reflexão sobre o próprio…

  • azul velho

    Esta foto tem mais de 11 anos, foi feita em Março de 2008 na piscina de um resort em Hoi An, no Vietname, por um outro hóspede que eu não…

  • agosto

    Estive mais uma vez internado no hospital, desta vez para tirar o rim direito. Ou seja, neste momento não tenho rins nem bexiga, e comecei a fazer…

  • Post a new comment

    Error

    default userpic
    When you submit the form an invisible reCAPTCHA check will be performed.
    You must follow the Privacy Policy and Google Terms of use.
  • 5 comments