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Amelie Poulain

Há seguramente uma Amelie Poulain dentro de todos nós. Uma Amelie a quem o mêdo de se expor aos outros empurra para um mundo interior feito de prazeres simples e construções fabulosas. Por isso nos comovemos com as maquinações que Amelie inventa para dar a conhecer aos outros, ao outro, o seu amor; reconhecemo-nos naquela resoluta fragilidade que é o receio de abandonar a frágil segurança que é o seu universo interior.
Não estamos perante um grande filme; antes pelo contrário, o irresistivel charme deste filme de Jeunet assenta precisamente no facto de ser um pequeno filme, sobre sentimentos pequenos e quotidianos, e transformá-los no motor único que nos faz avançar. Com um sentido de humor terno e um tom de efabulação que nos faz imediatamente aceitar a premissa de que aquilo que vamos ver não passa de uma fantasia.
Se é indiscutível que a realização por vezes exagera no virtuosismo, todos os "rodriguinhos" são perdoáveis perante o olhar curioso, sonhador e aventureiro de Audrey Tautou.
Há, supostamente, um site português sobre o filme, mas a que nunca consegui aceder.
Tags: cinema
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