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trilho da morte, porto das almas
rosas
innersmile
Desde a última vez que actualizei aqui o meu registo de leituras, li apenas dois livros policiais: O Trilho da Morte, de Sara Blaedel, e O Porto das Almas, de Lars Kepler.



Foi a segunda obra que li da Sara Blaedel, um autora de literatura policial dinamarquesa, que, não sendo propriamente uma continuação, se move no mesmo contexto (de personagens, geográfico, de acontecimentos) da obra dela que li anteriormente, As Raparigas Esquecidas. Apesar de não haver razões muito objectivas para o justificar, acho que este livro me divertiu mais do que anterior.



Creio que os leitores e fãs de todo o mundo ficaram desapontados com o livro de Kepler, O POrto das Almas, e a razão principal tem a ver com o facto de não se tratar de mais um episódio das aventuras de Joona Linna, mas do início de uma nova série, com um contexto de fantástico e sobrenatural, o que foi bastante surpreendente.

Confesso que também a mim me causou irritação este novo universo, até porque não sou grande admirador da literatura do sobrenatural. E causa-me mesmo algum incómodo esta coisa da transmigração das almas entre o reino dos mortos e o dos vivos. Talvez agora ainda mais, por causa da situação de saúde que estou a viver, mas sempre me incomodou, e nem é tanto porque eu seja impressionável, mas é mais porque sou supersticioso, e acho que dá azar falar de determinadas coisas para fins relativamente superficiais, como seja escrever best-sellers.

Mas o talento da dupla de escritores suecos que estão por trás do pseudónimo, mantém-se absolutamente incólume, sobretudo a sua capacidade de “agarrar” o leitor, e obrigá-lo a virar sempre mais uma página, a ler mais um capítulo.