film stars don’t die in liverpool
rosas
innersmile
Acho que é difícil não gostar de Film Stars Don’t Die in Liverpool (desde logo pelo próprio título do filme), realizado por Paul McGuigan. Primeiro pela Annette Bening que é soberba. É delicioso ver o seu jogo, mas também é fantástico o desenho da personagem que ela entrega. Depois pela mistura de drama e comédia romântica tendo como pano de fundo o ambiente típico dos filmes ingleses que se passam nas working classes, e aqui a presença da Julie Walters é preciosa. Apesar de secundária, muito do tom do filme, da comédia e da seriedade e do compromisso, deve-se à sua personagem e ao seu trabalho. Outra razão para gostar do filme é a banda sonora, a começar com os acordes iniciais de Song for Guy, do Elton John, e a terminar na canção que Elvis Costello escreveu propositadamente para o filme.

Mas a glória do filme (trocadilho intencional) é a Bening, a forma como ela se dá fisicamente ao papel, o modo como seduz, quer o Peter Turner, quer todos nós espectadores. E a maneira crua, mas mantendo essa centelha de sedução, como vive a degradação física que acompanha os últimos momentos da vida de Gloria Grahame.
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