December 29th, 2016

rosas

balanços III, cinema

Muita preguiça a marcar este ano de filmes. Também o facto de ter estado em modo fade out durante umas semanas me impediu de ver alguns dos filmes que queria ver. O horário tardio das sessões do Cineclube também fez com que tivesse visto muito poucos filmes por essa via. Também não vi cinema em casa, ou pelo menos nada digno de nota. Ainda assim, arranja-se aqui um molhinho de bons filmes vistos este ano. Os meus preferidos foram:

- Mia Madre, de Nanni Moretti
- Heart of a Dog, de Laurie Anderson
- The Hatefull Eight, de Quentin Tarantino
- 45 Years, de Andrew Haigh
- O Filho de Saul, de Lázló Nemes
- Love is Strange, de Ira Sacks
- Sully, de Clint Eastwood
- I, Daniel Blake, de Ken Loach
- Carol, de Todd Haynes
- Cafe Society, Woody Allen

Para além destes, vi ainda:

- The Danish Girl, de Tom Hooper
- Joy, de David O’Russell
- Songs From The North, de Soon-Mi Joo
- Brooklyn, de John Crowley
- Anomalisa, de Charles Kaufman e Duke Johnson
- Spotlight, de Thomas McCarthy
- Room, de Lenny Abrahamson
- Hail Caesar, de Joel e Ethan Coen
- Everybody Wants Some!!, de Richard Linklater
- Dheepan, de Jacques Audiard
- Queen of The desert, de Werner Herzog
- The Man Who Knew Infinity, de Matt Brown
- The BFG, de Steven Spielberg
- Miles Ahead, de Don Cheadle
- The Program, de Stephen Frears
- Quo Vado?, de Gennaro Nunziante
- Race, de Stephen Hopkins
- Juste La Fin du Monde, de Xavier Dolan
- Nocturnal Animals, de Tom Ford
- Collateral Beauty, de David Frankel
- Rogue One, de Gareth Edwards
rosas

the lost language of cranes



Ainda me faltam umas quantas páginas para terminar a leitura de The Lost Language of Cranes, mas fica já arrumado na prateleira dos livros deste ano. Trata-se de uma releitura do primeiro romance publicado pelo David Leavitt, que apenas tinha publicado anteriormente o volume de contos Family Dancing, que também já reli.

Apesar de reconhecer o Family Dancing como uma influência no tipo de contos que eu gostaria de escrever, percebo agora as razões porque este romance me marcou tanto, quando o li pela primeira vez no ano de 1988. Consigo rever-me (àquele que eu era nessa altura, mas também, ainda que por razões diferentes, ao que sou actualmente) de forma muito nítida, não em um, mas no conjunto de três personagens que formam o núcleo narrativo do livro, Philip, o jovem protagonista, mas também os seus pais, Owen e Rose.

O conflito que move estas três personagens continua a ser uma coisa que eu entendo bem, apesar de, tanto quanto me lembro, desta vez o livro não me estar a perturbar tanto quanto aconteceu na primeira leitura. Por outro lado, não me recordava nada da personagem de Jelene, e agora está a ser uma das minhas personagens preferidas do romance.


Como costumava sempre assinar e datar os livros, vejo agora que comprei a minha edição da obra em Londres, em setembro de 1988. Encontrei dentro do livro, um cartão de embarque de um voo de Londres que, seguramente, usei como marcador. O meu lugar era o 16A e, tanto quanto consigo, a esta distância, decifrar as sinalefas, era um lugar de fumador!