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go!
rosas
innersmile
Num final de tarde do fim de semana passado, decidi ir dar uma volta pelos parques Verde e Dr. Manuel Braga, para apanhar ar e espairecer as pernas. Aproveitei os bancos vermelhos do parque da cidade e as sombras frondosas, para fazer um telefonema.

Foi então que reparei que toda a zona entre o coreto e a praça onde está a estátua de Manuel Alegre, estava cheia, literalmente atulhada, de apanhadores de Pokemon (suponho que o termo correcto seja catch, e não hunt): dezenas de rapazes e raparigas, mais eles do que elas, normalmente em grupos de três ou quatro, ocupando os bancos, os relvados, e caminhando para trás e para a frente de telemóvel em punho.

No princípio não dei por nada, a não ser que estava muita gente no parque, e só passados uns momentos é que achei a cena tão inusitada, tão invulgar, que relacionei com as andanças do jogo, o que se confirmou com os comentários que fui ouvindo.

Claro, há sempre duas, pelo menos duas, maneiras de olhar para a mesma coisa. Podemos achar que estes praticantes de Pokemon Go são tontinhos, gente desmiolada que passa tardes a andar de um lado para o outro com ar alienado. Mas o que me chamou a atenção foi o carácter inusitado da cena, parecia uma sequência de um filme, uma realidade alternativa. Ou aumentada, como parece ser o caso.

E no mínimo é interessante quando acontece alguma coisa que consegue mudar a, chamemos-lhe assim: paisagem social das nossas cidades. Qualquer tentativa de análise mais profunda sobre o assunto será sempre simplista, e dependerá mais do ponto de vista do observador do que do fenómeno em si.

Se for suficiente importante para despertar o interesse dos especialistas em comportamento humano logo se vê. Por enquanto, it’s only a game. Para o jogadores e para quem se senta divertido a contemplar as suas estranhas coreografias.
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