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15
rosas
innersmile
O innersmile faz hoje 15 anos.

Parece-me que haveria todas as razões para acabar com ele. Por um lado, porque há cada vez menos gente a lê-lo, como se vê quer pelas estatísticas quer pela desertidão das páginas de comentários. Não é que os comentários sejam como os likes do facebook, uma medida da popularidade e do sucesso da nossa existência virtual. Mas são o sinal de que aquilo que se escreve de alguma maneira atinge os outros, chega lá, ressoa, ainda que ao longe.

Outra razão para acabar com ele é porque por vezes atravesso fases em que tenho uma enorme preguiça de escrever aqui, e isso não me incomoda nem um bocadinho. Realmente escrever é um hábito, uma rotina, um exercício de treinamento, e quando se passam três ou quatro dias sem escrever parece que a mão se começa a esquecer de como é ou da falta que a escrita lhe faz.

Mas esta escrita quase diária continua a ser o meu caderno preferido (ainda há moleskines, ou também já passaram de moda, como os blogs?) e ainda que tenha demorado muitos anos a consegui-lo, nos últimos tempos tem sido não apenas a minha janela para o mundo, mas também a porta por onde o mundo me entra pela vida dentro.

E se houve uma coisa que o innersmile me ensinou nestes quinze anos foi a não ter angústias em relação ao seu futuro. Por vezes, deixar-se estar ainda é a mais prazerosa forma de existência. Pode parecer pouco, mas é muito, e por vezes até é tudo o que temos.