July 8th, 2016

rosas

rainha e santa



Há muito tempo que não saía de casa na noite da procissão da Rainha santa. E se já não tenho pernas para ir à procissão, ontem fiz uma coisa que, em tantos anos a viver em Coimbra, nunca tinha feito: fui ao miradouro do Vale do Inferno (o nome é pouco bento, de facto) ver o fogo de artifício que estala sobre o rio quando a imagem da Rainha Santa Isabel chega ao largo da Portagem. As luzes da cidade deviam apagar-se nessa altura, como aconteceu com as da ponte, mas ontem à noite a feira popular esteve sempre a bombar.

Não tenho fé no transcendente, mas comove-me a Rainha Santa, talvez por, mais do que a padroeira, ser rainha e santa da cidade onde vivo há quase quarenta anos; talvez por ser uma santa um pouco sui generis; talvez por conhecer muitas pessoas na cidade que são profunda e intensamente devotas da Rainha Santa. E ontem, por razões umas próprias, outras alheias, soube-me bem este encontro, ainda que à distância, com a Rainha Santinha.