June 6th, 2016

rosas

história da menina perdida



Foi, dos quatro, o meu volume preferido. Tensão e conflito até final, um olhar implacável sobre a que foi uma das mais fulgurantes e inspiradoras esquerdas europeias do segundo quartel do século XX (e nesse passo, uma história da Itália contemporânea), mas, acima de tudo, a vitória do romanesco, das personagens.

A arte imitando a vida, ou sendo mais verdadeira do que a vida. Amam-se estas personagens, todas elas, mas sobretudo as duas protagonistas; mas amam-se como se amam os frágeis, as pessoas cheias de defeitos, os abismos e os alçapões da alma, a capacidade de resiliência mas também o inebriamento.

É um livro, quer dizer: um conjunto de livros, que não se esquece, que ficará para sempre connosco.