May 13th, 2016

rosas

por vezes perco-me

por vezes perco-me da tua sombra
deixo de te ver, no concreto clamor da distância
tropeço na impossibilidade de contornar
o teu peito, como amarra desfeita

mas depois reconheço-me em cada
palavra que escreves, vejo-me nos
teus gestos, mesmo por entre uma certa aflição do vazio

e lembro-me do sorriso imponderável
e do suave abandono quando tiravas os óculos