April 22nd, 2016

rosas

prince rogers nelson

Ontem o Bono pôs uma mensagem na página dos U2 do facebook, a dizer que não conheceu o Mozart, não conheceu o Duke Ellington ou o Charlie Parker, não conheceu o Elvis, mas conheceu o Prince. E pronto, essencialmente é isto que há a dizer da dimensão genial de Prince Rogers Nelson.

Tive duas grandes sortes na vida. A primeira foi ter vivido, nos anos 80, o momento em que o Prince explodiu como estrela da música pop, com o álbum Purple Rain, a banda sonora de um filme com o próprio músico e que eu só veria muito mais tarde, e a consequente descoberta da sua música, quer a que tinha feito antes, nomeadamente o disco 1999, quer sobretudo a série de discos fabulosos que ele fez até final dessa década.

A outra sorte grande foi ter visto o Prince ao vivo, quando ele veio fazer o primeiro concerto em Portugal, no estádio de Alvalade, em agosto de 1993. Uma tardaça de música (General D, Vaya con Dios, os New Power Generation) e uma longa espera. Finalmente Prince apareceu, tocou uns cinquenta minutos, que nos deixaram ao mesmo tempo saciados e com vontade de mais. Depois disso voltou mais algumas vezes a Portugal, mas, como se sabe, não se tem a sorte grande muitas vezes na vida.

Este ano está mesmo a ser devastador para a música pop. Já parecia um bocado estranho estarmos num mundo sem David Bowie; agora que morreu o Prince, vamos ter de viver num mundo sem génios.