April 19th, 2016

rosas

história do novo nome



Lido o segundo volume das crónicas napolitanas de Elena Ferrante, História do Novo Nome. Parece-me que gostei ainda mais deste volume, do que já tinha gostado do primeiro. A delicadeza e a violência do embate emocional entre as duas amigas, é um assombro de complexidade, riqueza e intensidade. E estas caracteristícas estendem-se à própria narrativa. Tudo servido por uma linguagem muito simples, inteiramente ao serviço do enredo e sobretudo da força e da verosimelhança das personagens.

Sobretudo das duas protagonistas e, de um modo geral, das personagens femininas. Claro que o facto de não se saber se o pseudónimo Elena Ferrante corresponde a uma mulher ou a um homem, torna ainda mais complexa a relação destes livros com o leitor, pois é inevitável aceitar a perspectiva do livro como acentuadamente feminina (ou feminista, se quisermos ser politicamente correctos).

Tal como a escolha do nome Elena para a personagem da narradora contribui para criar no leitor a disponibilidade para aceitar a veracidade da história, recebendo-a quase como se se tratasse de um relato autobiográfico.