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cabo verde 1/8
rosas
innersmile


18 março

Estar aqui na Ilha do Sal, à noite, sozinho, num resort, pode não parecer mas já é uma conquista.

Pela primeira vez em muito tempo, saí de casa sozinho (com algumas ajudas, sobretudo por causa da falta de auto-confiança), com tudo o que isso implica quando se trata de uma viagem aérea: carregar mala, esperar de pé em filas, percorrer corredores quilométricos.

A viagem correu bem. Conheci uma nova companhia aérea, a TACV: serviço competente, sem luxos asiáticos, ou melhor, africanos.

À chegada uma surpresa desagradável: não tinha o transfer à espera para me trazer para o hotel. Fiz uma chamada e veio a solução: apanhei um táxi - 20 euros do aeroporto até ao hotel. O Cassiano, o motorista, propôs-me fazer um tour pela ilha por 50 euros.

O hotel, o Oasis salinas, é grande, mas não é gigantesco. Apesar de estar em regime APA, dado o adiantado da hora (o voo chegou uma hora atrasado), jantei aqui no hotel.

O wi-fi é óptimo, já enviei uns mails, vi o meu gato no instagram. Que saudades do gato, como é que eu vou conseguir dormir sem o ter deitado na almofada, junta à minha cabeça?

Estou sempre a lembrar-me de telefonar à minha mãe. Não me habituo à ideia de que estou sozinho de facto, de que não tenho ninguém a quem telefonar a dizer que cheguei bem.
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