April 8th, 2016

rosas

bossarenova trio: paula morelenbaum, joo kraus e ralf schmid

Pelo meio do turbilhão emocional que foram as últimas semanas, fui assistir a um belíssimo concerto do Bossarenova Trio, um projecto ‘europeu’ de Paula Morenbaum para assinalar os 50 anos da Bossa Nova, e que já rendeu uma gravação em formato big band, e agora um novo cd, Samba Prelúdio, com um extraordinário trio, formado naturalmente pela cantora e por dois músicos verdadeiramente excepcionais: Joo Kraus, no trompete e percussão vocal, e Ralf Schmid, piano, teclados electronicamente aditivados, e arranjos.

Para além dos clássicos da bossa nova, o concerto convoca ainda outros géneros musicais, nomeadamente o lied, de Schumann, ou as composições de Villa-Lobos. O resultado é brilhante, porque os musicos são enormemente talentosos, e porque não têm medo de arriscar soluções arrojadas, mas sempre muito bem conseguidas, para os seus números. É um daqueles concertos que seguimos com a consciência e a excitação de que estamos a assistir a qualquer coisa de muito especial, mas também com uma certa pena por sabermos que cada novo tema nos empurra inevitavelmente para o fim.
rosas

gratidão



Este volume muito breve (uma, duas horas de leitura) colige quatro ensaios que o autor publicou no jornal New York Times, três deles escritos e publicados quando o autor já sabia que sofria de uma doença terminal que lhe garantia muitos poucos meses de vida.

Estes textos são testemunhos brilhantes e comoventes de como morrer faz parte da vida, e de como o autor encarou com coragem e determinação o tempo de vida que lhe restava. Dos livros que li de Oliver Sacks já sabia que neles aprendemos sempre muito. Talvez nunca tenha aprendido tanto como nas breves páginas deste seu derradeiro livro.