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oscars 2016
rosas
innersmile
Pela primeira vez em muitos anos, não fiz uma maratona para ver em directo a cerimónia dos Oscars. Talvez ainda venha a ver em repetição, pelo menos as highlights, mas o suspense e a antecipação de assistir à transmissão em directo da cerimónia, estão perdidos, e, nesse caso, não sei se terei paciência para ver. Isto para dizer que não me posso pronunciar sobre a cerimónia, o apresentador Chris Rock, e aqueles aspectos sempre polémicos que estão ligados aos Oscars. Este ano a grande celeuma foi o racismo e a ausência de candidatos não brancos. Pareceu-me que a cerimónia pretendeu de alguma maneira contrabalançar essa ausência, e se bem conhecemos o Chris Rock não devem ter faltado piadas a propósito.

Gostei muito que o Spotlight tivesse recebido o prémio para melhor filme, num dos raros casos em que o melhor filme não valeu igualmente o prémio da realização para o seu realizador. Este foi para o mexicano Alejandro Iñarritu, que fez história ao vencer o Oscar do melhor realizador em dois anos consecutivos: este ano com The Revenant, o ano passado com Birdman. Spotlight, um excelente filme numa linha que prestigia a indústria de cinema norte-americano, venceu igualmente o prémio para melhor argumento original, uma distinção que faz sentido naquele que é essencialmente, um filme de argumento.

Como um dos poucos filmes em concurso que não vi foi precisamente o The Revenant, não me pronuncio sobre a justeza, nem do prémio do Iñarrutu, nem do finalmente chegado Oscar de melhor actor para o Leonardo DiCaprio. Mas DiCaprio é um excelente actor, por isso acredito que o prémio seja inteiramente merecido (o meu preferido era o Matt Damon). Já quanto ao prémio de melhor actriz, creio que foi muito bem entregue a Brie Larson pelo seu trabalho em Room, se bem que qualquer das outras candidatas seria igualmente merecedora, nomeadamente a grande Charlotte Rampling. Também gostei muito os prémio atribuído a Mark Rylance, melhor actor em papel secundário, pelo seu fabuloso trabalho em Bridge of Spies. Quanto a Alicia Vikander, foi talvez a melhor coisa do filme The Danish Girl, se bem que a minha favorita nesta categoria fosse outra.

De todos os prémios entregues esta madrugada, no entanto, o meu preferido foi o Oscar de melhor banda sonora original para Ennio Morricone. Ainda não vi as imagens dessa parte da cerimónia, mas já li algures que Morricone agradeceu sempre em italiano, o que é outro estilo! O score, claro, foi o que o compositor ofereceu a Quentin Tarantino para a banda sonora de The Eightful Eight, e é mais uma confirmação de que Morricone foi e continua a ser, muito provavelmente, o maior compositor de música para cinema.
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