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room
rosas
innersmile
Gostei muito de Room, o filme realizado pelo irlandês Lenny Abrahamson para a adaptação que Emma Donoghue fez do seu romance best-seller O Quarto de Jack. Achei sobretudo que o filme consegue tratar com subtileza temas muito radicais do ponto de vista emocional, e que deixa ao espectador espaço para ser ele próprio a recriar o tipo de sentimentos e emoções a que estão sujeitos os protagonistas de experiências tão no limite da sobrevivência afectiva.

Tudo neste filme funciona, desde o argumento ao tom contido da realização. Mas a direcção de actores é notável, e o trabalho quer da Brie Larson quer do Jacob Tremblay são verdadeiramente o suporte da eficácia do filme.

Questiono-me sempre como será trabalhar com actores jovens em filmes que retratam situações de grande violência física mas sobretudo psicológica; e o filme é admirável na forma contida como sujeita a personagem de Jack, e o seu jovem protagonista, a cenas de um horror quase indizível. Foi o que comecei por escrever: o filme convoca aquilo que se vê mas também o que não mostra, e a pior das violências é aquela que nos chega através dos olhos e do olhar de Brie Larson, e da perplexa insegurança de Jacob.
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