February 7th, 2016

rosas

em cacos

Fui ontem ao Porto, para ver as duas exposições em Serralves. Cheguei por volta das doze e trinta, almocei, vi as exposições (acerca das quais hei-de escrever) e às quinze e trinta, quando voltei ao carro tinha o vidro da porta do passageiro partido e um pedregulho enorme em cima do assento. Claro, nesse momento começou a chover copiosamente, como aconteceu todo o percurso ate Coimbra, com um saco preto, do lixo, a fornecer fraca protecção, e uma barulheira ensurdecedora.

O mobil do crime foi roubar um telemóvel que ficou esquecido em cima do banco: um Hawei, que custa menos de cem euros. Não roubaram mais nada, nem mexeram no porta-luvas. O carro estava estacionado quase junto ao portão do museu, era para ai o terceiro ou quarto automóvel estacionado.

À hora a que cheguei a Coimbra, já não havia oficinas especializadas em vidros de viaturas, abertas, de modo que só segunda-feira é que posso começar a tratar do assunto, e tenho algum receio de andar por aí com o automóvel, por causa da chuva, e porque alguém pode querer acabar o trabalhinho que o gajo do Porto começou.

À noite, quando finalmente cheguei a casa e me preparava para tomar um duche e reconciliar-me com o mundo, o palerma do gatinho resolveu fazer das suas, o que já não acontecia há algum tempo, e deitou ao chão um vaso que estava dentro de um cache-pot de louça. A sério, já não consigo ver vidros e cacos à minha frente!