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'o direito ao adeus'
rosas
innersmile
O meu amigo Mark escreveu um texto belíssimo, publicado no seu blog As Aventuras de Mark. Podia transcrever para aqui o texto integral, mas fica só o link, para ele poder ser lido onde deve ser lido, no blog do Mark: asaventurasdemark.blogspot.pt/2016/02/o-direito-ao-adeus_34.

O texto intitula-se, um pouco misteriosamente, ‘O direito ao adeus’. Parece-me que o Mark pode estar a querer dizer qualquer coisa, de forma mais ou menos codificada, qualquer coisa que só ele sabe inteiramente do que se trata, eventualmente até uma espécie de recado para alguém.

Mas como eu não tenho intimidade com o Mark, não sei de que é que ele está a falar. O que é quase sempre uma vantagem, porque assim pude ler o seu texto de maneira muito literal, a valer pelo que lá está escrito, e não pelo que as palavras escondem ou dissimulam. Ou omitem.

E concordo com tudo o que o Mark diz, mesmo com aquilo que ele diz sem o dizer. Concordo quando ele escreve que o amor é unilateral, não precisa de reciprocidade. Acho poderosa esta frase: “Gosta de mimos, mas sobrevive à sua falta”. É verdade, sim, o amor sobrevive à falta de gratificação ou de recompensa.

E concordo quando ele escreve que o amor não cessa. O amor não é só infinito enquanto dura, como dizia o poeta. Se pode findar, como diz o Mark, é porque não foi amor. Mesmo quando falamos do ‘amor romântico’. Aquelas pessoas a quem amámos verdadeiramente nunca desaparecem verdadeiramente, mesmo quando já passou muito tempo desde que estivemos com elas. Aqueles que eu amei, permanecem sempre, como se tivesse sido ontem que viraram a esquina e eu deixei de os ver.

Aqueles que amámos verdadeiramente podem ter feito uma espécie de fade out nas nossas vidas. Mas o amor que sentimos por eles permanece sempre, como um farol na noite escura, uma estrela perdida na distância, mas ainda a pulsar na imensidão da galáxia.