January 4th, 2016

rosas

the danish girl

Dos filmes anteriores do realizador de The Danish Girl , Tom Hooper, só vi um, The King’s Speech que, se bem me lembro, valia sobretudo pelo desempenho de Colin Firth no papel do rei George VI. Firth ganhou o oscar com o filme, que recebeu igualmente os oscars de melhor filme e melhor realizador.

O principal interesse deste mais recente filme de Hooper, pelo menos para mim, está mesmo no facto de me dar a conhecer uma história que eu de todo desconhecia: a de Lili Ebber, uma pintora dinamarquesa que nos anos 20 do século passado, fez a primeira operação de mudança de sexo. Apesar de inspirado nesta história verídica, o filme baseia-se directamente num livro publicado recentemente, que é uma biografia romanceada e que, tanto quanto li na net, toma muitas liberdades em relação à história verdadeira que o inspirou.

Percebe-se a opção ficcionada, que injecta mais possibilidade de conflito psicológico numa história já de si bastante impressiva. Mas é precisamente a este nível que o filme soçobra: os vários conflitos encenados (o de Esnar e Lilly, ou o de Lilly com Gerda) nunca são suficientemente arrebatadores, e o filme perde-se, por vezes de maneira quase soporífera, num certo formalismo um pouco maneirista.

Um dos grandes trunfos do filme é o trabalho de Eddie Redmayne (oscar para melhor actor o ano passado, com The Theory of Everything, que eu não vi), que é de facto notável. Alicia Vikander é muito convincente no papel de Gerda, e o filme conta ainda com a presença de Matthias Schoenhaerts, que é um dos meus actores favoritos.