December 31st, 2015

rosas

as chaves



Vou hoje, se tudo correr como previsto, entregar as chaves da casa dos meus pais, ao senhorio. Parece simbólico, escolher o último dia do ano para devolver uma casa que foi “nossa” durante 38 anos, no términus de um ano que de facto representou uma alteração radical da minha vida. Mas não, foi apenas uma questão de conveniência: já tinha comunicado há mais de um mês ao senhorio que ía devolver a casa, mas ele só agora acertámos as disponibilidades mútuas para o encontro.

Mas sendo por uma razão mais prosaica, não deixa de ter uma carga simbólica muito grande, abandonar a casa onde vivi ininterruptamente desde 1977 até 2001, e depois disso, que frequentei quase diariamente. Uma casa cheia de memórias, que eu tentei de alguma maneira preservar enquanto me ia libertando do seu recheio. Só quem passou alguma vez por este trabalho de desmantelar uma residência de família pode aquilatar de quanto é complicado, difícil e doloroso.

E como se fecha uma porta, esperemos que, já a partir de amanhã, se abra pelo menos uma, mas, de preferência, muitas janelas. Por isso, aqui ficam para todos os amigos e leitores, os meus votos de FELIZ ANO DE 2016!