December 27th, 2015

rosas

de regresso



Foram quatro dias passados assim, entre brincadeiras e brinquedos da minha baby, e festinhas na barriga da baby nova que vai nascer para o ano. Entre os meus sobrinhos descubro, não sei bem se um sentimento de pertença, mas um aconchego tranquilizador. Gosto de estar na sua companhia. E eles dão-me alguma esperança no futuro, pensar no futuro sem ansiedade nem pessimismo, mas apenas como os dias que estão para vir e as promessas insuspeitas que eles guardam.

Dois momentos em que a minha baby me derreteu. Um, quando me chamou para me sentar ao lado dela enquanto fazia a nebulização para a bronquite, porque gosta de sentir o aconchego da companhia enquanto faz o tratamento. Outro, quando, para atrasar a hora de se deitar, anunciou que era o Zézinho e deitou-se nas minhas costas a dar-me mordidelas nas mãos, como faz o meu gato.

Hoje no regresso parei em Lisboa, ou lá perto, em casa da minha tia, para mais uma reunião de família. Almoçámos, comi as coisas boas que ela fez para mim, porque sabe que eu adoro, brincámos, conversámos. Já quase de saída chamei a minha tia ao quarto só para me dar mimos. Daqueles. Daqueles que me fazem ter saudades dos outros. Há momentos em que precisamos de encostar a cabeça e descansar.

Cheguei a casa cheio de saudades do gato. Ele matou as saudades que tinha minhas e deitou-se a dormir ao pé de mim. Quer dizer, depois de eu ter andado a dar um jeito ao cenário de destruição em que a casa estava; uma das vítima foi das minhas camisas preferidas, que tinha deixado pendurada num cabide, e que estava amarfanhada no chão com um grande buraco numa das mangas.