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Acordei, como sempre, antes das sete, despertado pelo gato. Depois de lhe dar de comer, tornei-me a deitar, já com os estores do quarto subidos, a ler. Por volta das oito e meia tornei a adormecer, e dormi dois sonos seguidos, de cerca de vinte minutos cada, ambos com muitos sonhos, daqueles muito agitados, muito cheios de peripécias. No segundo dos sonhos estava numa casa enorme, com piscina, e muita gente, ou uma espécie de clube de verão, não sei. Estava com os meus sobrinhos. Às tantas peguei na minha sobrinha neta ao colo e nesse momento cruzei-me com uma pessoa conhecida. Trata-se de um médico, psiquiatra, com quem tenho uma relação muito afável porque sou muito amigo da irmã dele. Acordei intrigado, a pensar na possível razão para o meu subconsciente o ter ido buscar para o meter no sonho. Só pode ter sido porque ele também teve um cancro na bexiga, e eu penso muitas vezes no modo como, segundo a minha amiga me contou, ele desconfiou que poderia haver algum problema sério.

Na quinta-feira ao final da tarde fui buscar a minha prima C para irmos jantar, e, de passagem, parei em frente da pastelaria Vasco da Gama para comprar um bolo-rei.Quando voltámos ao carro e dei a volta à chave, estava sem direcção assistida, logo diagnosticada por um aviso no painel de informações do tablier. Sinto-me sempre muito estranho nestas ocasiões, em que sem termos nenhuma espécie de pré-aviso, o cosmos parece alterar-se um bocadinho a nosso desfavor, nem que seja sob a forma de uma avaria completamente insuspeita no automóvel. Mas que raio... o que é que terá acontecido?!

Liguei para a assistência em viagem, mandaram um pronto-socorro para levar o carro para a oficina, e um táxi para nos levar para o restaurante onde planeáramos jantar. Na sexta-feira ligaram da oficina a dizer que a avaria foi identificada, que será reparada sem custos para mim (o que me levou a dizer ao recepcionista da oficina que a avaria tinha sido mais surpreendente para mim do que para ele), mas que o carro só estará pronta na terça-feira. A seguradora deu-me um veículo de substituição, um Fiat 500L, todo catita, o que deu logo um ar lavado ao fim de semana.

Ontem de manhã fui com a C, que tem estado a residir no Brasil, visitar o meu pai. Depois da estranheza inicial, e no meio de um fascínio muito evidente pela barriga da C, que está grávida de seis meses, vi o meu pai fazer uma coisa que nunca tinha feito: de cada vez que eu lhe perguntava se ele conhecia a C e como é que ela se chamava, ele respondia direitinho, sem precisar de ajudas ou incentivos à memória. O que é absolutamente fantástico, pois nem do meu nome ele se lembra: reconhece-o quando eu lho lembro, mas não é capaz de o recordar espontâneamente.