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innersmile

Ontem fez seis meses que a minha mãe faleceu e eu meti um dia de férias e planeei um encontro com amigos, em Lisboa, para não passar o dia a sentir-me infeliz. Mas tenho passado a semana desanimado e muito preocupado com a minha saúde, e até pensei cancelar o encontro; porém, achei que fazê-lo era dar a mim próprio uma desculpa para me sentir ainda pior.

E ainda bem que fui. Reencontrei-me com a Lídia, com que tinha estado há um ano atrás. Tínhamos planeado ir ver uma exposição ao CAM da Gulbenkian, mas assentámos na esplanada do jardim e estivemos duas horas a conversar. Pode parecer pouco, mas é tão raro encontrarmos amigos com quem podemos ter conversas muito íntimas e intensas, com quem conseguimos falar de coisas muito importantes, ou mesmo dolorosas e angustiantes, de uma forma leve e descomprometida, com quem podemos ser emocionais e bem dispostos, que as lágrimas e os sorrisos são sempre as duas faces da mesma vida.

A conversa prolongou-se, depois, a quatro: encontrámo-nos com a Margarida e o Mark para almoçarmos, num restaurante muito acolhedor e simpático no Bairro Azul. Claro, não podia faltar o momento troca de livros: a Lídia ofereceu-me um livro muito especial, e a Margarida emprestou-me outro que também tenho muita vontade de ler.

Como a conversa não esmorecia, mudámo-nos para uma esplanada no jardim Amália Rodrigues: acrescentar sol, água e verde à companhia deliciosa tirou-me qualquer vontade de estar noutro sítio que não ali, a fazer qualquer outra coisa que não, apenas, estar ali com aqueles amigos. E o facto de ter ido de comboio ajudou a criar a sensação de um dia de passeio, descontraído, sem pressas ou ansiedades. Aproveitámos a esplanada para tirar uma bela foto que fica a marcar a recordação de um dia tão feliz, e que só não ponho aqui porque há coisas tão boas que devem ficar só para quem as tem.