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14
rosas
innersmile
O innersmile faz hoje 14 anos.

Por um lado não tenho muito mais a acrescentar ao que aqui escrevi, a este propósito, noutros anos, e sobretudo àquilo que escrevi, há umas semanas, sobre um certo cansaço que por vezes sinto em relação a este formato, agravado por se tratar de um exercício cada vez mais solitário. Mas quanto a este ponto, nem vale a pena estar a bater mais no ceguinho, é mesmo assim.

Mas por outro continua a dar-me um imenso prazer escrever, e, como também já mencionei, escrever aqui já faz parte da minha relação com o mundo; este diário online é uma espécie de portal que me ajuda a perceber o mundo e a vida (ou mesmo que me ajuda a não perceber...) e de certo modo a devolver aquilo que processo.

Este último ano foi muito difícil, dos mais difíceis e dolorosos da minha vida (só ao nível de 1983 e 1984, os anos que vivi sob o signo do cancer!) Por isso o innersmile talvez nunca tenha sido tão confessional e íntimo como nestes últimos meses. Não é coisa que me agrade inteiramente, mas provavelmente o facto de haver cada vez menos pessoas a lê-lo tenha também contribuído para um certo exercício de exposição. Hoje em dia as coisas estão melhores, ou o equilíbrio é outro, e se por um lado já não há razão para tanto confessionalismo, por outro ficou o hábito de vir aqui reflectir, não só sobre o que se passa à minha volta, mas também sobre o que se passa cá dentro.

Um relatório e contas de uma empresa ou organização, sendo um balanço do que ficou para trás, é sempre, de certa maneira, igualmente uma ponte para o futuro, uma perspectiva de evolução. E é engraçado porque acho que nunca fiz aqui profissões de fé, nunca disse ‘a partir de agora isto vai ser assim ou assado’. Porque sendo um exercício muito colado à mão é necessariamente o reflexo dos movimentos dessa mão. Regista os sítios por onde andou; mas nunca sabe muito bem os lugares para onde vai.