July 6th, 2015

rosas

a nogueira



Fim de semana diferente da rotina habitual dos fins de semana. Não houve piscina (ok, houve na sexta-feira à noite), nem cinema, nem jantar de sábado à noite, poucas leituras. Não fui, ao contrário do resto da população da cidade, ao concerto do Zambujo na Sereia, nem ver as projecções na universidade.

Toda a tarde de sábado numa sardinhada, em casa de amigos, nos arredores de Coimbra, à sombra de uma nogueira enorme e frondosa. Tirei uma selfie com uma rola domesticada, que anda à solta da gaiola, a passear de ombro em ombro, de cabeça em cabeça. Mesmo ao ar livre não foge, gosta de voar para os ramos das árvores e ficar a olhar para o pessoal cá em baixo.

No domingo fui a Sintra almoçar com a minha tia e a minha prima. Foi bom. De certa maneira, foi um almoço de reconciliação, não tanto uns com os outros, porque não estávamos zangados, mas connosco próprios, com a ferida enorme que a morte da minha mãe abriu, com a dificuldade em lidarmos com um mundo onde ela não está. A minha tia fez um caril que estava divinal, e só isso já justificava a ida lá abaixo. Passámos a tarde a ouvir e a recordar fados. O fado é um lugar onde sempre nos encontramos, e onde só nos podemos encontrar bem.