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julho
rosas
innersmile
Por estas noites, se olharmos para o céu, em direcção a oeste, ali entre as nove e as dez da noite, ou seja logo ao seguir ao pôr do sol, quando o céu ainda é de um azul escuro e profundo, vemos os planetas Vénus e Jupiter muito próximos um do outro: Vénus maior e mais brilhante, à direita, e ligeiramente acima, Júpiter. Esta semana é a fase em que os dois planetas estão mais próximos, quase alinhados. Aqui há umas semanas, juntava-se-lhes ainda a Lua, em quarto minguante. Olhando para o céu nestas alturas, sentimo-nos verdadeiramente senhores do universo, e percebemos melhor porque é que os nossos antepassados sempre sentiram um enorme fascínio, feito tanto de curiosidade quanto de receio, em olhar o céu nocturno. E como, contemplando-o, foram aprendendo a relacioná-lo com as suas próprias vidas, os seus ritmos, os seus códigos. Olhar um planeta a partir de outro, como nós, com os pés bem assentes na Terra, olhando não um, mas dois, Vénus, tão perto, e o distante, e gigante, Júpiter, não é assim tão diferente de viajar pelo espaço de um para o outro. É só o primeiro passo.
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