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A minha baby faz hoje três anos. O meu irmão, sessenta.

É impossível esquecer a noite de há três atrás. Maio de 2012, tinham-me aparecido as primeiras hematúrias há poucos dias, e eu estava literalmente em pânico, mas aquele pânico contido, em que mantemos tudo cá dentro, em segredo, com a esperança, tão vã como insana, de que tudo não passe de mal-entendido e a vida retome o seu curso normal. Uma noite de domingo, lua cheia, a maior lua do ano, sinal de que o satélite atingia o seu ponto orbital mais próximo da Terra.

Percebi que o meu irmão estava on-line e liguei-lhe, para lhe dar os parabéns. Ele disse-me que estava acordado, porque a minha sobrinha já estava em trabalho de parto e aguardava a notícia do nascimento da neta. Ficámos, cada um no seu lado do mundo, no seu hemisfério, e ambos longe do centro da acção, ligados, à espera de desenvolvimentos.

Tanta coisa mudou nestes três anos. A principal delas foi que eu recebi a notícia do nascimento da bebé com muita cautela, com medo de me envolver muito, afectivamente. E o que mais mudou nestes três anos, é que eu envolvi-me mesmo muito, afectivamente, com a minha baby. Que hoje é minha afilhada. E por quem eu sou absolutamente louco de amor.