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cobain: montage of heck
rosas
innersmile
Fui ver na sexta-feira passada o filme Cobain: Montage of Heck, um documentário realizado por Brett Morgan com base em filmes caseiros e outros documentos pessoais de Kurt Cobain. Gostei muito do filme, apesar de haver um certo tom excessivo que não é muito o meu género. Mas o filme passou-me por completo a sua perplexidade, que é a de tentar, não entender as razões, mas de alguma maneira captar o movimento auto-destrutivo de Kurt Cobain, a sua impossibilidade de resolver a equação em que se transformou a sua vida, a sua vocação de anjo caído.

Para além dos filmes caseiros e da iconografia de Cobain (e de sequências de animação e live footage de concertos), o filme tem uma meia dúzia de talking heads estruturantes: a mãe, a irmã, o pai, a madrasta, a namorada,além da Courtney Love e do Krist Novoselic. Ou seja pessoas sempre muito próximas de Kurt e que reforçam a perspectiva íntima do filme, e que partilham dessa perplexidade, ou pelo menos ajudam a equacioná-la.